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Veículos elétricos: Brasil precisa ser também um desenvolvedor da tecnologia
Publicado 26/12/2025 • 17:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 26/12/2025 • 17:30 | Atualizado há 5 meses
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O Brasil, como um dos principais mercados automotivos do mundo, precisa assumir também o desenvolvimento de tecnologia para carros elétricos. O alerta é do sócio da Calome Construtoria Automobilística, Milad Calome Neto, em entrevista ao Fast Money, da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (26), ao comentar as expectativas do mercado de veículos no Brasil para 2026.
“O grande entrave que o Brasil tem é a questão da eletrificação. A gente está trazendo esses veículos para o mercado brasileiro, um mercado potencial, conseguimos exportar para alguns poucos mercados, mas não temos essa tecnologia sendo desenvolvida aqui”, disse Milad. “Uma coisa é montar o veículo aqui, outra é desenvolver a tecnologia. Essa é a grande questão, e é nisso que o Brasil precisa ser inteligente, com planejamento de médio e longo prazo.”
Ao falar sobre 2026, Milad citou o possível acordo entre a União Europeia e o Mercosul como um fator capaz de abrir um novo horizonte para o mercado regional. “Se o acordo acontecer, o Mercosul terá uma grande possibilidade de desenvolvimento, especialmente em veículos pequenos e de grande volume. Vamos conseguir exportar”, afirmou.
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Para Milad, a indústria automotiva brasileira também terá de enfrentar percalços para manter a liderança sul-americana em vendas. “A gente vai ter fatores externos incidindo nesse mercado, como eleições gerais, além de política externa e interna e taxas de juros muito elevadas”, pontua.
“Mesmo com tudo isso, as fabricantes não vão deixar de investir no mercado brasileiro. Isso mostra a força regional do Brasil e a evolução global do setor, com novas tecnologias e processos de eletrificação chegando com força aos veículos vendidos no país”, complementa.
Milad lembra que o Brasil é historicamente um dos dez maiores mercados automotivos do mundo desde 2013. “O Brasil é líder disparado na América do Sul, perdendo em produção apenas para o México, que atende também o mercado norte-americano”, afirma. “Somos um polo muito forte, e a tendência é fortalecer esse papel nos próximos anos, com uma indústria cada vez mais voltada à exportação.”
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