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Taiwan comemora acordo comercial com os EUA, enquanto China protesta

Publicado 16/01/2026 • 11:34 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Taiwan obtém redução de tarifas americanas para 15% em troca de investimento de 250 bilhões de dólares na indústria tecnológica dos EUA.
  • Pacto iguala o tratamento comercial dado a Japão e União Europeia, garantindo isenção de sobretaxas para componentes aeroespaciais taiwaneses.
  • China condena formalmente o entendimento bilateral e reafirma oposição a acordos de soberania entre Washington e a ilha de Taiwan.
Bandeira de Taiwan tremulando em mastro

Bandeira de Taiwan tremulando em mastro

leannk/Unsplash

O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, elogiou nesta sexta-feira (16) um novo acordo comercial com os Estados Unidos como o “melhor acordo tarifário” já obtido por países com superávit em relação a Washington. Em Pequim, um representante chinês criticou o entendimento.

O acordo reduz as tarifas americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em novos investimentos na indústria de tecnologia dos EUA. O arranjo é semelhante aos pactos firmados com União Europeia (UE) e Japão após o presidente Donald Trump anunciar tarifas amplas a parceiros comerciais.

“Por enquanto, obtivemos o melhor acordo tarifário entre os países com superávit comercial com os EUA”, afirmou Jung-tai, acrescentando que o entendimento “mostra que os EUA veem Taiwan como um parceiro estratégico”. Segundo ele, a tarifa de 15% será aplicada sem sobretaxas adicionais e iguala o tratamento dado a Japão, Coreia do Sul e UE. Inicialmente, Trump havia fixado a tarifa em 32%, depois reduzida para 20%.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, reagiu. “A China sempre se opõe firmemente a que países que mantêm relações diplomáticas conosco assinem acordos com a região de Taiwan que tenham conotações de soberania”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

O Departamento de Comércio dos EUA afirmou que o acordo prevê a criação de parques industriais em solo americano para impulsionar a manufatura doméstica, classificando-o como “histórico” para o setor de semicondutores.

Leia também: EUA e Taiwan fecham acordo de US$ 250 bilhões para fábricas de chips nos EUA

Jung-tai disse ainda que setores como o automotivo e o de móveis de madeira terão tarifa de 15%, enquanto alguns componentes aeroespaciais ficarão isentos. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento taiwanês, onde há preocupações sobre impactos na indústria local de chips.

O anúncio ocorre no momento em que a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, prevê elevar seus investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, em meio ao avanço da inteligência artificial (IA). 

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