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“Perseguir e matar”: Guarda Revolucionária ameaça Netanyahu enquanto Israel ataca líderes do Irã
Publicado 15/03/2026 • 10:27 | Atualizado há 3 meses
Publicado 15/03/2026 • 10:27 | Atualizado há 3 meses
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Wikimedia Commons
Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu neste domingo (15) matar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. “A Guarda Revolucionária se compromete a perseguir e matar o Netanyahu ‘assassino de crianças’, se ele ainda estiver vivo”, publicou a agência estatal iraniana IRNA. A declaração marca um novo patamar de retórica no conflito que já ameaça o fornecimento global de petróleo.
Israel não deixou a ameaça sem resposta. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter “eliminado” dois oficiais sênior de inteligência iraniana ligados ao Comando de Emergência Khatam al-Anbiya. Na noite de sábado, o exército israelense informou ainda ter atacado o principal centro de pesquisa da Agência Espacial iraniana e uma fábrica de produção de sistemas de defesa aérea.
O Irã respondeu com uma nova barragem de mísseis contra o centro de Israel. Os serviços de emergência israelenses confirmaram o ataque, mas informaram que não havia vítimas conhecidas.
Leia também: Países do Golfo relatam novos ataques após Irã alertar para evacuação de grandes portos dos Emirados Árabes
Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ordenado ao Comando Central americano um bombardeio contra alvos militares na Ilha de Kharg, a primeira vez que os EUA atacaram diretamente o principal terminal de exportação de petróleo iraniano. Trump ameaçou novos ataques ao hub de exportação e voltou a pressionar aliados a enviar navios de guerra para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
Kharg Island responde por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, com capacidade de carregamento de aproximadamente 7 milhões de barris por dia.
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Siga o Times | CNBCO chanceler iraniano Abbas Araghchi buscou, via redes sociais, distinguir entre alvos americanos e países da região. “Nossos ataques têm como alvo apenas bases e interesses americanos na região”, escreveu. “Não atacamos nenhuma área civil ou residencial nos países da região até agora.”
Araghchi propôs ainda a formação de um comitê com países vizinhos para investigar os alvos atingidos, em movimento que analistas interpretam como tentativa de isolar diplomaticamente Washington e Tel Aviv.
As operações de carregamento de petróleo no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foram retomadas neste domingo, segundo relatos da imprensa, após serem interrompidas no dia anterior por um incêndio causado por destroços de um drone interceptado. A ADNOC, estatal petrolífera de Abu Dhabi que opera em Fujairah, não respondeu aos pedidos de comentário da CNBC.
O Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, segue efetivamente bloqueado pelos efeitos do conflito. O petróleo Brent fechou acima de US$ 100 pelo segundo dia consecutivo na sexta-feira e acumula alta de mais de 40% desde o início da guerra.
O impacto do conflito já alcança eventos de grande porte na região. A Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para abril. “Embora alternativas tenham sido consideradas, nenhuma substituição será feita em abril”, informou a categoria em comunicado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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