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Chanceler iraniano telefona para França e pede que países evitem ampliar a guerra
Publicado 15/03/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/03/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, telefonou neste domingo para seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, e pediu que os países se abstenham de qualquer ação que possa ampliar o conflito com Israel e os Estados Unidos. A diplomacia iraniana tenta conter os riscos de escalada enquanto o Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado pela ameaça de ataques.
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, Araghchi instou as demais nações a “abster-se de qualquer ação que possa levar à escalada e à expansão do conflito”. O apelo foi feito diretamente à França, país com peso diplomático na União Europeia e interlocutor histórico em crises do Oriente Médio.
Leia também; O que foi a “tanker war”? Entenda o risco de ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz
A ligação ocorre em um momento de pressão intensa sobre as rotas marítimas de energia. O Estreito de Ormuz, por onde passa parcela significativa do petróleo consumido no mundo, está virtualmente bloqueado pela ameaça de ataques iranianos, o que elevou a preocupação de governos e mercados globais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à situação pedindo que outros países enviem navios de guerra para garantir a segurança do tráfego no estreito e proteger o abastecimento mundial de petróleo. A iniciativa americana aumenta a pressão sobre aliados europeus e asiáticos para que se posicionem diante do conflito.
Ao acionar Paris, Teerã busca abrir um canal de interlocução com potências ocidentais capazes de moderar as reações internacionais. A França tem sido um dos principais intermediários europeus em negociações com o Irã ao longo dos últimos anos, inclusive nas rodadas do acordo nuclear.
O movimento de Araghchi sinaliza que o Irã reconhece o risco de que outros atores entrem no conflito, seja por pressão americana, seja por iniciativa própria diante da ameaça às rotas de energia.
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