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Trump viaja para Davos de olho em suas questões internas; entenda
Publicado 18/01/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/01/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Denis Balibouse / Reuters
Donald Trump retornará na próxima semana ao fórum internacional de Davos, na Suíça, após desencadear outra avalanche sobre a ordem global. Mas para o presidente dos Estados Unidos, seu principal público está em casa.
A primeira aparição de Trump em seis anos na reunião da elite política e econômica mundial ocorre em meio a uma crise crescente devido à sua tentativa de adquirir a Groenlândia.
Os demais líderes em Davos também estarão ansiosos para falar sobre outros marcos do seu primeiro ano de volta ao poder, desde tarifas até Venezuela, Ucrânia, Gaza e Irã.
No entanto, para o presidente republicano, seu discurso principal será dirigido em grande parte aos Estados Unidos.
Os eleitores estão indignados com o custo de vida, apesar das promessas de Trump de criar uma “era de ouro”, e seu partido pode enfrentar uma punição nas cruciais eleições legislativas de novembro.
Isso significa que Trump dedicará pelo menos parte do seu tempo no luxuoso Davos — um lugar onde os líderes podem facilmente parecer desconectados das pessoas comuns — para falar sobre o setor imobiliário e habitação nos Estados Unidos.
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Um funcionário da Casa Branca disse à AFP que Trump “apresentará iniciativas para reduzir os custos de habitação” e “exibirá sua agenda econômica que levou os Estados Unidos a liderar o mundo em crescimento”.
Espera-se que o mandatário de 79 anos anuncie planos que permitam a potenciais compradores de imóveis utilizar suas contas de previdência privada (aposentadoria) para o pagamento inicial de uma propriedade.
O bilionário Trump está bem ciente de que a acessibilidade financeira se tornou seu calcanhar de Aquiles em seu segundo mandato.
Uma pesquisa da CNN na semana passada revelou que 58% dos americanos consideram que seu primeiro ano de volta à Casa Branca foi um fracasso, especialmente em matéria econômica.
Os apoiadores de Trump também estão cada vez mais inquietos com o foco aparentemente implacável do presidente no “Estados Unidos primeiro” na política externa desde seu retorno ao Salão Oval.
Mas na Suíça, Trump não poderá evitar a tempestade global de acontecimentos que gerou desde 20 de janeiro de 2025.
Ele estará ao lado de muitos dos mesmos aliados europeus da OTAN que acaba de ameaçar com tarifas se não apoiarem sua tentativa de assumir o controle da Groenlândia.
Também alimentaram a tensão as tarifas que Trump anunciou no início de seu segundo mandato.
Trump “ressaltará que os Estados Unidos e a Europa devem deixar para trás a estagnação econômica e as políticas que a provocaram”, adiantou o funcionário da Casa Branca.
A guerra na Ucrânia também estará em pauta.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, espera se reunir com Trump para assinar novas garantias de segurança antes de um esperado acordo de cessar-fogo com a Rússia, assim como os líderes do G7.
Mas embora a delegação americana inclua o secretário de Estado, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente, Jared Kushner, que desempenharam papéis fundamentais na Ucrânia, nenhuma reunião está garantida.
“Não há reuniões bilaterais programadas para Davos até este momento”, disse a Casa Branca.
Enquanto isso, há informações de que Trump está considerando realizar em Davos a primeira reunião do chamado “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza devastada pela guerra, após anunciar seus primeiros membros nos últimos dias.
Também surgem questões sobre o futuro da Venezuela após a operação militar americana para derrubar seu líder, Nicolás Maduro, parte da nova abordagem de Trump para a região.
O fórum sempre foi uma combinação peculiar para o magnata imobiliário nova-iorquino e ex-estrela de reality show, que há muito despreza as elites globalistas.
Ao mesmo tempo, Trump desfruta da companhia dos ricos e bem-sucedidos.
Sua primeira aparição em Davos, em 2018, recebeu vaias ocasionais, mas ele retornou com força em 2020, quando descartou os “profetas do apocalipse” sobre o clima e a economia.
Agora, Trump volta como um presidente mais poderoso do que nunca, dentro e fora de seu país.
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