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Síria anuncia cessar-fogo com forças curdas
Publicado 18/01/2026 • 18:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/01/2026 • 18:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Anadolu via Reuters Connect
: A maior bandeira síria , de 600 metros quadrados , é hasteada no mastro mais alto, com 110 metros de altura, no Parque Tishreen, na capital síria , Damasco, em 4 de junho de 2025.
O governo da Síria anunciou neste domingo (18) um cessar-fogo com forças curdas. O acordo, na prática, desmonta mais de uma década de autogoverno das milícias em amplas áreas do norte do país.
A trégua foi firmada após dias de confrontos entre forças do governo e as Forças Democráticas Sírias (SDF), milícia de maioria curda que resistia à integração ao Exército do presidente Ahmed al-Sharaa desde que ele assumiu o poder, em dezembro de 2024. Nesta semana, tropas sírias tomaram cidades controladas pela SDF em uma ofensiva para ampliar o controle de Damasco sobre a região.
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Segundo o Ministério da Defesa da Síria, foi determinada a suspensão imediata dos combates na linha de frente, acompanhada da retirada de todas as forças da SDF para o leste do rio Eufrates. A milícia contou por anos com apoio de Washington no combate ao Estado Islâmico.
A agência estatal Sana informou que o acordo prevê “a entrega imediata e total da administração civil e militar das províncias de Deir Ez-Zor e Raqqa ao governo sírio”, incluindo a transferência de todas as instituições civis. Também estão previstos o repasse de passagens de fronteira e de campos de petróleo e gás, uma perda estratégica para a SDF, que dependia da receita do petróleo para sustentar suas operações. Até o momento, o grupo curdo não comentou oficialmente o anúncio.
A trégua ocorre após forças do governo entrarem em Raqqa, a maior cidade administrada pelos curdos. No início do mês, Aleppo também havia sido retomada por tropas sírias.
Ainda neste domingo, a Sana informou que forças curdas teriam explodido uma ponte em Raqqa, numa tentativa de atrasar o avanço das tropas.
Além disso, o Exército sírio avançou para áreas da província de Deir Ez-Zor, região estratégica que abriga campos de petróleo, presença de tropas dos EUA e territórios sob controle dividido entre Damasco e a SDF.
A milícia curda controlava há anos extensas áreas do nordeste sírio, mantendo uma administração autônoma que se estendia a regiões de maioria árabe. O grupo operava ainda prisões e centros de detenção que abrigam dezenas de milhares de combatentes do Estado Islâmico e familiares.
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Desde a queda do ex-ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, os Estados Unidos aprofundaram a cooperação em segurança com o novo governo sírio, o que aumentou a preocupação da liderança curda com a possível perda de apoio americano.
Na tentativa de reduzir tensões, o presidente al-Sharaa assinou na sexta-feira (16) um decreto que garantia direitos aos curdos. “Não acreditem na narrativa de que queremos prejudicar nosso povo curdo”, afirmou, em vídeo.
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