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Petróleo volta ao centro do conflito: Síria retoma Al Omar e muda o jogo energético
Publicado 18/01/2026 • 13:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 18/01/2026 • 13:30 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O exército sírio retomou o controle de cidades e ativos estratégicos no norte e no leste da Síria, incluindo a maior jazida de petróleo do país, em um movimento que redefine o equilíbrio de poder sobre a principal fonte de receita energética síria no pós-guerra.
As forças governamentais avançaram sobre áreas que estavam sob domínio curdo há mais de uma década, incluindo o campo petrolífero de Al Omar, responsável pela maior parte da produção nacional. A retomada ocorre enquanto o novo governo islamista tenta consolidar sua autoridade após a queda de Bashar al-Assad, no fim de 2024.
Segundo uma ONG, as Forças Democráticas Sírias (FDS) se retiraram do leste da província de Deir Ezzor, entregando não apenas cidades estratégicas, mas também infraestrutura crítica de energia, como o campo de Al Omar – ativo central para financiamento do Estado e para a reconstrução econômica do país.
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A jazida, que estava sob controle curdo desde 2017, quando foi tomada do Estado Islâmico, também abrigou por anos a maior base da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos na Síria. Sua retomada devolve ao governo central o controle sobre a principal alavanca energética e fiscal do país.
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Siga o Times | CNBCAs tropas sírias avançam agora em direção a Raqa, antigo bastião do Estado Islâmico, e anunciaram ter recuperado Tabqa, cidade-chave que abriga a principal represa da região — outro ativo estratégico para energia, irrigação e abastecimento de água.
Na prática, o movimento permite a Damasco reassumir o controle simultâneo de petróleo, eletricidade e logística, pilares essenciais para estabilizar a economia e atrair investimentos na fase de reconstrução.
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Os Estados Unidos, que apoiaram os curdos por anos, agora tentam equilibrar o apoio às novas autoridades sírias com a contenção da escalada militar. Em mensagem no X, o Comando Central dos EUA (Centcom) pediu ao governo sírio que cesse operações ofensivas entre Aleppo e Tabqa, região que concentra ativos energéticos e infraestrutura crítica.
Para analistas, o controle dos campos petrolíferos do leste da Síria pode redefinir o peso geopolítico do novo governo, reduzir a dependência de importações de energia e criar uma nova dinâmica de negociação com potências regionais e ocidentais – em um momento em que o petróleo volta ao centro da disputa pelo futuro econômico do país.
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