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Inadimplência de aluguel é a mais baixa em sete meses no Brasil

Publicado 19/01/2026 • 10:35 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Inadimplência de aluguel cai para 3,44% e atinge menor nível em sete meses
  • Superlógica aponta queda da inadimplência em imóveis residenciais e comerciais
  • Nordeste lidera ranking de inadimplência de aluguel no Brasil
Inadimplência de aluguel é a mais baixa em sete meses no Brasil, aponta Superlógica

Inadimplência de aluguel é a mais baixa em sete meses no Brasil, aponta Superlógica.

A inadimplência de aluguel no Brasil atingiu o menor patamar dos últimos sete meses em dezembro, ao recuar para 3,44%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica. Em novembro, a taxa havia sido de 3,69%, o que representa uma queda de 0,25 ponto percentual no período.

Na comparação anual, o indicador também mostrou leve melhora. Em dezembro de 2024, a inadimplência era de 3,46%, resultando em redução de 0,02 ponto percentual em 12 meses.

Inadimplência em imóveis residenciais

Entre os imóveis residenciais, a inadimplência apresentou queda em diferentes faixas de aluguel. Nos contratos de alta renda, com valores acima de R$ 13 mil, a taxa caiu para 6,04% em dezembro, após marcar 6,37% em novembro, a segunda redução consecutiva.

Já os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 também registraram recuo, passando de 6,26% para 5,89%. Apesar da melhora, essa faixa segue entre as mais pressionadas do mercado residencial. As menores taxas foram observadas nos aluguéis entre R$ 3.000 e R$ 5.000 (1,85%) e entre R$ 2.000 e R$ 3.000 (1,90%).

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Inadimplência em imóveis comerciais

No segmento comercial, a inadimplência também apresentou redução. A faixa de aluguel de até R$ 1.000, que concentra o maior índice do setor, caiu de 9,57% em novembro para 8,06% em dezembro, uma redução de 1,51 ponto percentual.

Entre os imóveis comerciais com aluguel acima de R$ 13 mil, a taxa foi de 4,77%. Já a menor inadimplência do segmento foi registrada na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, com índice de 4,02%.

Tipo de imóvel

O levantamento mostra que a inadimplência caiu tanto em apartamentos quanto em casas. Nos apartamentos, a taxa recuou de 2,39% em novembro para 2,23% em dezembro. Nas casas, houve queda de 3,93% para 3,74%.

Os imóveis comerciais, considerados de forma agregada, também apresentaram melhora, com a inadimplência passando de 5,22% para 4,65% no mesmo período.

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Por região

Regionalmente, o Nordeste manteve a maior taxa de inadimplência do país em dezembro, com 5,23%, estável em relação a novembro. O Norte aparece na sequência, com 4,73%, após aumento de 0,28 ponto percentual.

O Centro-Oeste registrou taxa de 3,53%, com avanço de 0,15 ponto percentual, enquanto o Sudeste teve queda relevante, chegando a 3,15%, após recuo de 0,25 ponto percentual. O Sul manteve a menor inadimplência do Brasil, com 2,68%, também em queda na comparação mensal.

Perspectiva para 2026

Para Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, a trajetória recente indica alívio para o mercado. Segundo ele, a inadimplência “segue uma tendência de queda nos últimos meses e pode ser um bom sinal para 2026”.

O executivo, no entanto, ressalta que o cenário exige cautela. “É fundamental acompanhar as projeções de juros para este ano, já que esse indicador tem impacto direto tanto no endividamento quanto na capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirma.

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