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Ibovespa B3 fecha em estabilidade, com baixa liquidez
Publicado 19/01/2026 • 18:27 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 19/01/2026 • 18:27 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O Ibovespa B3 encerrou esta segunda-feira (19) praticamente estável, em um pregão marcado por baixa liquidez e cautela dos investidores, influenciada pelo feriado nos Estados Unidos e pelo aumento das incertezas no cenário internacional.
O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,03%, aos 164.849 pontos, após oscilar ao longo do dia.
O mercado operou sem um direcionador claro, com investidores evitando posições mais arriscadas diante da escalada das tensões geopolíticas envolvendo EUA, Europa e Groenlândia, além da queda nos preços do petróleo e do minério de ferro no exterior.
O movimento foi acompanhado por alta do S&P/B3 Ibovespa VIX, que subiu 5,11%, sinalizando um aumento da percepção de risco.
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Entre os destaques do pregão, ações de CVC avançaram, enquanto papéis de Cosan e Cogna figuraram entre as quedas. O volume financeiro permaneceu reduzido, refletindo a ausência dos investidores estrangeiros e a postura mais defensiva do mercado doméstico.
No campo macroeconômico, os investidores seguiram atentos aos dados de inflação, com revisões pontuais nas projeções do boletim Focus, além de falas de autoridades econômicas e dos desdobramentos do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que também influenciaram o sentimento dos mercados globais.
No câmbio, o dólar à vista fechou em leve queda, recuando 0,16%, cotado a R$ 5,36. A moeda americana refletiu um movimento de realização de lucros, após oscilar entre a mínima de R$ 5,34 e a máxima de R$ 5,38 ao longo do dia.
Apesar da valorização do dólar no exterior, o diferencial de juros elevado no Brasil seguiu dando suporte ao real, limitando movimentos mais intensos da divisa.
Na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o pregão foi marcado por um movimento de “andar de lado”, reflexo direto do feriado nos EUA e do aumento da aversão ao risco no exterior.
Segundo ele, pesaram negativamente o anúncio de novas tarifas contra economias europeias pelo presidente Donald Trump, que derrubou as bolsas na Europa, e os dados mais fracos da economia chinesa, apesar de o PIB do país ter crescido 5,0% em 2025, em linha com a meta oficial. “Os números mostraram sinais de fraqueza na indústria e, principalmente, no varejo, o que pressionou o minério de ferro”, afirmou.
A queda da commodity acabou impactando diretamente as ações da Vale e das siderúrgicas, que figuraram entre as maiores pressões do índice. Ainda assim, Perri destacou pontos positivos no cenário doméstico, citando como bem recebida pelo mercado a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Repercutiu de forma positiva o apoio institucional dado ao Banco Central, tanto na condução da política monetária quanto no processo de intervenção e liquidação do Banco Master”, disse. Pelo lado positivo do pregão, o economista ressaltou o bom desempenho de ações cíclicas e utilities, que reagiram ao fechamento da curva de juros, como HAPV3, DIRR3 e CURY3.
Já na leitura de Felipe Corleta, sócio da Brasil Health, o dia foi de defesa de posições, em meio à escalada das tensões geopolíticas globais e à postura mais agressiva de Trump no início do mandato. Segundo ele, mesmo com Wall Street fechada, os mercados europeus e os futuros em Chicago operaram com apetite por risco reduzido, impulsionando ativos de proteção como ouro, franco suíço e prata. ]
“O mercado começa a digerir o que pode significar essa postura mais dura dos Estados Unidos nas relações comerciais com a União Europeia”, avaliou.
Corleta destacou que, apesar do cenário externo mais turbulento, o Brasil acabou passando relativamente à margem desse movimento, o que ajudou a manter o Ibovespa próximo dos níveis recordes recentes. “O Brasil saiu do foco das tarifas de Trump e tem um diferencial importante: juros elevados, inflação dentro da meta e expectativa de início do ciclo de cortes da Selic”, afirmou. Para ele, um dólar globalmente mais fraco tende a ser desinflacionário e favorece ativos brasileiros, ajudando a sustentar a Bolsa mesmo em um ambiente internacional mais volátil.
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