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Will Bank: o que acontece com quem recebe salário no banco após a liquidação?
Publicado 23/01/2026 • 14:25 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 23/01/2026 • 14:25 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Meu salário está no Will Bank, e agora?
Na última quarta-feira (21), os clientes da Will Bank foram pegos de surpresa com o anúncio do Banco Central de liquidação extrajudicial da empresa financeira. A decisão do BC afeta diretamente no processo de retirada do saldo e investimentos, já que as operações do banco digital são paralisadas.
Apesar do Banco contar com o auxílio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como uma espécie de “seguro” para instituições financeiras em falência ou interditada judicialmente, as movimentações financeiras, incluindo cartão de crédito e investimentos, não podem mais serem acessadas pelo cliente.
Leia mais: Will Bank: investidores vão receber o dinheiro após a liquidação? Entenda como funciona o FGC
Com a liquidação anunciada pelo Banco Central, o Will Bank foi retirado do Sistema Financeiro Nacional, o que impede que qualquer operação financeira na instituição, possa acontecer. Apesar da paralisação das movimentações, o aplicativo segue em funcionamento para consulta da fatura do cartão de crédito, para os clientes que seguem com pendências financeiras com o Banco.
Mesmo com a execução no banco digital, clientes que possuem fatura de cartão de crédito, financiamentos ou empréstimos realizados antes da ação, devem continuar normalmente o cronograma de quitação. A liquidação extrajudicial não isenta os clientes dos débitos em aberto e os mesmos serão contabilizados na conta final realizada pelo liquidante.
O bloqueio das movimentações dentro do Will Bank pode afetar a retirada de bens imediatos como o saldo ou até mesmo o salário mensal. Mesmo que a conta no banco digital estivesse sinalizada como conta-salário, a medida imposta pelo BC impede que o montante seja movimentado a curto prazo, além de impedir que novos depósitos sejam realizados.
Com a liquidação da empresa, o Will Bank deixa de operar normalmente e o saldo é incluído no processo de liquidação. Apesar de não existir risco de perder o salário recém-depositado ou o saldo já presente no aplicativo, o tempo de ressarcimento depende do Banco Central e do FGC.
Para solicitar a devolução do valor, o cliente do banco deve realizar os procedimentos junto ao FGC. O movimento não acontece de forma espontânea, mesmo que o processo tenha afetado diretamente o cliente. A solicitação é diferente para Pessoa Física e Pessoa Jurídica, o processo de devolução deve acontecer em até 30 dias após o FGC receber a lista do número de credores.
Nenhuma movimentação financeira programada para o futuro será efetivada em contas do Will Bank. Dessa forma, não existe a possibilidade de o salário ser creditado após o bloqueio, já que qualquer tentativa de depósito será automaticamente interrompida e não chegará a ser processada.
Apesar do bloqueio envolvendo o banco e as movimentações financeiras, o cliente deve seguir com as obrigações financeiras dos débitos em aberto com a instituição. Entretanto, mesmo com o salário bloqueado, sem a movimentação ou até mesmo utilizado para a quitação, o atraso do pagamento pode gerar ao usuário multas e juros.
Porém, nestes casos, existem vias jurídicas para cancelar possíveis encargos cobrados do credor. Para isso o cliente deve comprovar ao BC que o salário bloqueado foi determinante para o atraso no pagamento dos débitos em aberto.
Luís Garcia, sócio da Tax Group, em informações retiradas do portal Bora Investir, da B3, enfatiza que a comprovação “não impediria a cobrança do principal, mas poderia afastar multa, juros e negativação, se discutido administrativa ou judicialmente.”
Leia mais: Banco Central manda BRB provisionar R$ 2,6 bilhões para cobrir fraude envolvendo Banco Master
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) atua quando uma instituição financeira sofre interdição judicial ou falência. A ferramenta é usada como um seguro para garantir que o valor bloqueado retorne ao cliente. Entretanto, o valor máximo ressarcido pelo FGC é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
O processo envolvendo o Will Bank, pode ser mais demorado a depender das ligações entre a empresa e o Banco Master, também liquidado pelo BC e com o mesmo proprietário, Daniel Vorcaro. Enquanto isso, as operações do banco digital seguem bloqueadas e indisponíveis para novas movimentações.
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