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CDBs Extraordinários: do Banco Master ao Will Bank, o rendimento que alertou o BC
Publicado 23/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 23/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O Banco Master e o Will Bank tem mais do que uma relação de fusão e aquisição em comum. Na verdade, ambos chamaram a atenção do Banco Central (BC) pelo mesmo motivo: a rentabilidade extraordinária.
Em novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O encerramento fez com que o Will Bank, que é de propriedade do banco de Daniel Vorcaro, continuasse ativo sob o Regime de Administração Especial Temporária (RAET). Nesse caso, o intuito era que o banco digital encontrasse um novo comprador para administrá-lo – o que não aconteceu.
No entanto, na última quarta-feira (21), a Will Financeira também foi liquidada, levando junto todo o grupo econômico Will Bank. Conforme noticiado anteriormente, a decisão está diretamente associada ao descumprimento do arranjo com a bandeira Mastercard, detectado na segunda-feira (19).
Porém, antes da liquidação definitiva, o Banco Central detectou ofertas de rendimento que estavam acima da capacidade de ambos os bancos. Veja a seguir como Master e Will Bank atraíam clientes.
Leia também: Caso Master: o que é gestão fraudulenta de instituição financeira?
Em 2024, as suspeitas quanto ao Banco Master surgiram após a divulgação de CDBs com rentabilidade de até 140% do CDI. Em geral, o rendimento elevado funciona como estratégia de captação de novos clientes.
Nesse sentido, conforme divulgado pelo BC, o Banco Master era um conglomerado de pequeno porte, que detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Dessa forma, a discrepância entre o porte da instituição e rentabilidade do CDB sinalizava de que algo não funcionava como deveria.
Mesmo assim, diversos investidores foram atraídos por essa oferta. Consequentemente, o nível de risco da operação aumentou, principalmente porque o Banco Master tornou-se dependente desse formato de captação.
Antes da liquidação extrajudicial do Master, o BC determinou a suspensão dos CDBs do banco e exigiu reforço imediato do capital – medida que não foi cumprida em totalidade. Em seguida, os desafios com liquidez se agravaram, até que a supervisão sobre o banco ficou cada vez mais rígida e levou ao encerramento definitivo do banco, em novembro de 2025.
Atualmente, a Polícia Federal investiga as atividades da instituição e seus envolvidos, no que pode ser o maior caso de fraude bancária da história do Brasil.
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O Will Bank foi criado para facilitar o acesso das classes C, D e E ao crédito. Para neutralizar o risco elevado de inadimplência, parte da estratégia do banco era baseada em ter uma grande base de clientes. A título de exemplo, um relatório de 2022 do BTG Pactual informava que o banco tinha uma base de 408 mil clientes em 2021. Em 2024, quando foi comprado pelo Master, já contava 6 milhões de clientes.

Logo, para atrair ainda mais clientes, também oferecia um CDB com rentabilidade muito acima do normal do mercado. Em diversos posts, o Will Bank anunciava CDBs que rendiam até 230% do CDI – percentual que nem mesmo o Master oferecia.
Leia também: Will Bank investiu milhões em marketing antes de ser liquidado pelo BC; veja valores
Em geral, os CDBs limitavam-se a R$ 1.500 por CPF, com prazo de vencimento de 3 meses. Nas redes sociais, diversas postagens do banco e de influencers incentivavam o público a aderir essa modalidade de investimento.
Leia também: Will Bank: quem eram os antigos donos antes do Banco Master?
Agora, com a liquidação do Will Bank, cabe ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrir todos os valores em aberto com credores.
Nesse sentido, de acordo com o IFData, do BC, indica que o Will Bank possuía R$ 6,5 bilhões em CDBs e R$ 7 bilhões de depósitos (à vista e a prazo).
Dentro disso, estima-se que apenas R$ 5 bilhões faça parte do limite de cobertura do FGC.

Ou seja, somando os prejuízos do Banco Master e do Will Bank, o FGC está ainda mais pressionado e precisará desembolsar, no mínimo, R$ 46 bilhões em ressarcimentos – e, mesmo assim, ainda não será capaz de devolver todos os valores em totalidade.
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