Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
CDBs Extraordinários: do Banco Master ao Will Bank, o rendimento que alertou o BC
Publicado 23/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 8 meses
BREAKING NEWS:
Crise no STF: Alexandre de Moraes vira relator de pedido que envolve a própria esposa e Daniel Vorcaro
ALERTA DE MERCADO:
CNN, Politico e MS NOW processam Trump por proibição de acesso à Casa Branca
Ações de empresas ligadas à Groenlândia listadas nos EUA disparam após Trump anunciar acordo de segurança com a Dinamarca
Trump se reunirá com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, antes da Assembleia Geral da ONU
Primeira classe e Starlink: Frontier adapta modelo de baixo custo diante de novas pressões
CEO da Nvidia, Jensen Huang, surge como principal aliado de Trump no debate sobre segurança da IA
Publicado 23/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Banco Master e o Will Bank tem mais do que uma relação de fusão e aquisição em comum. Na verdade, ambos chamaram a atenção do Banco Central (BC) pelo mesmo motivo: a rentabilidade extraordinária.
Em novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O encerramento fez com que o Will Bank, que é de propriedade do banco de Daniel Vorcaro, continuasse ativo sob o Regime de Administração Especial Temporária (RAET). Nesse caso, o intuito era que o banco digital encontrasse um novo comprador para administrá-lo – o que não aconteceu.
No entanto, na última quarta-feira (21), a Will Financeira também foi liquidada, levando junto todo o grupo econômico Will Bank. Conforme noticiado anteriormente, a decisão está diretamente associada ao descumprimento do arranjo com a bandeira Mastercard, detectado na segunda-feira (19).
Porém, antes da liquidação definitiva, o Banco Central detectou ofertas de rendimento que estavam acima da capacidade de ambos os bancos. Veja a seguir como Master e Will Bank atraíam clientes.
Leia também: Caso Master: o que é gestão fraudulenta de instituição financeira?
Em 2024, as suspeitas quanto ao Banco Master surgiram após a divulgação de CDBs com rentabilidade de até 140% do CDI. Em geral, o rendimento elevado funciona como estratégia de captação de novos clientes.
Nesse sentido, conforme divulgado pelo BC, o Banco Master era um conglomerado de pequeno porte, que detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Dessa forma, a discrepância entre o porte da instituição e rentabilidade do CDB sinalizava de que algo não funcionava como deveria.
Mesmo assim, diversos investidores foram atraídos por essa oferta. Consequentemente, o nível de risco da operação aumentou, principalmente porque o Banco Master tornou-se dependente desse formato de captação.
Antes da liquidação extrajudicial do Master, o BC determinou a suspensão dos CDBs do banco e exigiu reforço imediato do capital – medida que não foi cumprida em totalidade. Em seguida, os desafios com liquidez se agravaram, até que a supervisão sobre o banco ficou cada vez mais rígida e levou ao encerramento definitivo do banco, em novembro de 2025.
Atualmente, a Polícia Federal investiga as atividades da instituição e seus envolvidos, no que pode ser o maior caso de fraude bancária da história do Brasil.
Leia também: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO Will Bank foi criado para facilitar o acesso das classes C, D e E ao crédito. Para neutralizar o risco elevado de inadimplência, parte da estratégia do banco era baseada em ter uma grande base de clientes. A título de exemplo, um relatório de 2022 do BTG Pactual informava que o banco tinha uma base de 408 mil clientes em 2021. Em 2024, quando foi comprado pelo Master, já contava 6 milhões de clientes.

Logo, para atrair ainda mais clientes, também oferecia um CDB com rentabilidade muito acima do normal do mercado. Em diversos posts, o Will Bank anunciava CDBs que rendiam até 230% do CDI – percentual que nem mesmo o Master oferecia.
Leia também: Will Bank investiu milhões em marketing antes de ser liquidado pelo BC; veja valores
Em geral, os CDBs limitavam-se a R$ 1.500 por CPF, com prazo de vencimento de 3 meses. Nas redes sociais, diversas postagens do banco e de influencers incentivavam o público a aderir essa modalidade de investimento.
Leia também: Will Bank: quem eram os antigos donos antes do Banco Master?
Agora, com a liquidação do Will Bank, cabe ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrir todos os valores em aberto com credores.
Nesse sentido, de acordo com o IFData, do BC, indica que o Will Bank possuía R$ 6,5 bilhões em CDBs e R$ 7 bilhões de depósitos (à vista e a prazo).
Dentro disso, estima-se que apenas R$ 5 bilhões faça parte do limite de cobertura do FGC.

Ou seja, somando os prejuízos do Banco Master e do Will Bank, o FGC está ainda mais pressionado e precisará desembolsar, no mínimo, R$ 46 bilhões em ressarcimentos – e, mesmo assim, ainda não será capaz de devolver todos os valores em totalidade.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
2
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
3
Alta cúpula do Master tratava advogada como “sócia de Gilmar”
4
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025