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Caso Master: BC sai em defesa de diretor e nega recomendação ao BRB para compra de carteiras

Publicado 23/01/2026 • 10:15 | Atualizado há 2 horas

Fachada do Banco Central do Brasil em Brasília

Divulgação: Banco Central do Brasil

Fachada do Banco Central do Brasil (BCB) em Brasília

O escândalo envolvendo a venda de carteiras de crédito consignado fraudadas do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) ganhou um novo capítulo após a divulgação de informações indicando que o então diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, teria enviado mensagens ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que o banco estatal adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver problemas de liquidez.

As informações contrastam com a versão oficial divulgada pelo Banco Central nesta semana, segundo a qual a área de Supervisão liderada por Aquino teria sido responsável por identificar inconsistências, acionar o Ministério Público Federal (MPF) e recomendar a liquidação extrajudicial do conglomerado.

Segundo documentos, ao menos uma dessas mensagens teria sido apresentada ao conselho de administração do BRB durante reunião em 25 de março de 2025 – encontro que aprovou a oferta para compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões.

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Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), o Banco Central reiterou que a área sob comando de Aquino detectou irregularidades, comunicou os indícios ao Ministério Público Federal (MPF) com análises técnicas e documentação e adotou medidas prudenciais preventivas para preservar a liquidez do BRB. Segundo a autarquia, foi essa mesma área que posteriormente submeteu à Diretoria Colegiada a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master.

O BC acrescentou que o diretor “jamais recomendou” a aquisição de carteiras fraudadas e reforçou que o órgão tem a obrigação legal de monitorar continuamente as condições de liquidez do sistema financeiro, incluindo operações entre instituições, para proteger depositantes, investidores e credores.

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Compras, veto do BC e fraude bilionária

Segundo fontes, foi durante uma reunião de conselho em 25 de março de 2025 que Paulo Henrique Costa teria exibido aos conselheiros mensagens atribuídas ao diretor do BC enviadas naquele mesmo momento.

Nos meses seguintes à reunião, a proposta do BRB foi reduzida para 22%, mas acabou vetada pelo Banco Central. Em novembro, a Polícia Federal prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro e outros seis executivos, enquanto o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

As investigações conduzidas conjuntamente por BC, PF e MPF concluíram que os contratos vendidos ao BRB haviam sido falsificados, envolvendo cerca de R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes.

À época, dois conselheiros do BRB chegaram a sugerir a suspensão das compras, citando que o índice de liquidez da instituição estava abaixo do mínimo previsto na política interna de risco. O banco estatal já adquiria créditos do Master havia oito meses.

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