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Frio extremo leva nova-iorquinos a correrem aos supermercados diante de risco de nevasca histórica

Publicado 23/01/2026 • 13:05 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Nova York registra corrida a supermercados e prateleiras vazias nesta quinta-feira diante da previsão de tempestade com acúmulo de até 45 centímetros de neve.
  • National Weather Service coloca 200 milhões de pessoas sob alerta em 30 estados, com temperaturas extremas que elevam o risco de congelamento de tubulações e falhas elétricas.
  • Autoridades de transporte alertam para a escassez de sal rodoviário e possíveis paralisações em aeroportos e metrôs devido à intensidade do sistema ártico em 2026.

OLI SCARFF/AFP

Uma mulher passeia com seu cachorro ao lado de uma placa que alerta os motoristas sobre as condições de neve na cidade de Glossop, Derbyshire, norte da Inglaterra, em 6 de janeiro de 2026, após uma leve nevasca que cobriu a região durante a noite.

A aproximação de uma forte tempestade de inverno provocou uma corrida aos supermercados em Nova York nesta quinta-feira (22). A previsão indica que a cidade pode enfrentar uma das ondas de frio mais intensas do inverno, com temperaturas que podem chegar a –25 °C, além de acúmulo expressivo de neve nas próximas horas.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram prateleiras esvaziadas e filas nos caixas, com consumidores priorizando alimentos, água, medicamentos e itens essenciais diante do receio de que a combinação entre frio extremo e precipitação comprometa o abastecimento e a mobilidade urbana.

Segundo o National Weather Service (NWS), a tempestade faz parte de um sistema de grande escala que avança sobre os Estados Unidos e deve atingir mais de 30 estados, colocando cerca de 200 milhões de pessoas sob algum tipo de alerta meteorológico. A previsão inclui neve intensa, rajadas de vento e temperaturas extremamente baixas em áreas do Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país.

De acordo com informações publicadas pelo Business Insider, o avanço do sistema já provocou corrida a supermercados em diferentes regiões dos Estados Unidos, com registros de prateleiras vazias e aumento na procura por itens básicos antes da chegada do frio mais intenso.

As estimativas apontadas pelo New York Post em Nova York pode registrar entre 8 e 18 polegadas de neve (20 a 45 centímetros), com volumes ainda maiores em regiões do entorno, o que eleva o risco de paralisações e impactos logísticos.

O frio intenso preocupa autoridades e moradores. Quando os termômetros caem abaixo de –20 °C, aumenta significativamente o risco de congelamento e rompimento de tubulações, especialmente em prédios antigos — situação recorrente durante ondas de frio severas.

A NOAA alerta que o frio prolongado pode causar falhas em sistemas de aquecimento, rompimento de encanamentos e sobrecarga na rede elétrica. Em episódios semelhantes, bairros inteiros chegaram a ficar sem aquecimento por horas ou dias.

Além disso, a agência aponta que a combinação de neve intensa e frio extremo dificulta operações de emergência e manutenção urbana, prolongando os efeitos da tempestade mesmo após o fim da precipitação.

Leia mais: EUA: companhias aéreas cancelam centenas de voos devido a forte tempestade de inverno

Falta de sal e impacto direto nas estradas

Outro fator que preocupa autoridades é a possível escassez de sal usado para derreter gelo nas vias. Segundo órgãos estaduais de transporte, o consumo do material aumenta drasticamente durante eventos como este, e algumas regiões já operam com estoques reduzidos após sucessivas ondas de frio neste inverno.

Segundo o Business Insider, o aumento da demanda por sal e a repetição de tempestades ao longo da estação têm pressionado os estoques em diversos estados, o que pode dificultar a liberação de estradas e rodovias nas próximas horas.

A falta de sal pode comprometer a limpeza de vias, elevando o risco de acidentes, atrasos no transporte público e dificuldades na circulação de ambulâncias e veículos de resgate. Além disso, o frio extremo e a neve pesada podem afetar diretamente o funcionamento da cidade. Em tempestades anteriores, Nova York registrou:

  • atrasos e cancelamentos no transporte público;
  • suspensão ou atraso de voos nos principais aeroportos;
  • dificuldades no deslocamento de ambulâncias e equipes de resgate;
  • lentidão na reposição de mercadorias.

Por isso, autoridades locais recomendam que a população evite sair de casa durante o pico da tempestade e mantenha suprimentos suficientes para ao menos alguns dias.

A movimentação intensa nos supermercados segue um padrão recorrente em grandes tempestades de inverno nos Estados Unidos. Segundo a imprensa americana, o aumento repentino na procura por alimentos não perecíveis, água e itens de aquecimento costuma ocorrer horas antes da chegada do frio mais intenso.

Apesar do cenário, autoridades reforçam que não há indicação oficial de desabastecimento, mas alertam que compras excessivas podem gerar escassez pontual e pressionar a logística de distribuição.

A prefeitura de Nova York mantém equipes mobilizadas e monitora a evolução da tempestade em tempo real. Serviços de limpeza urbana, emergência e transporte seguem em regime de atenção máxima.

Enquanto isso, moradores se preparam para enfrentar mais um episódio severo do inverno norte-americano — marcado não apenas pela neve, mas pela combinação de temperaturas extremas, riscos estruturais, impacto nos serviços e desafios à mobilidade urbana.

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