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Prévia do Copom: mercado acha que BC deveria iniciar corte da Selic, mas que não irá

Publicado 27/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Prévia do Copom indica manutenção da Selic apesar de espaço para corte
  • Economistas veem cenário favorável, mas BC deve esperar mais sinais
  • Casas projetam início do ciclo de queda dos juros a partir de março
gráfico de terminal do mercado; mercado está cauteloso na prévia do copom

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Prévia do Copom: mercado acha que BC deveria cortar a Selic, mas que não irá

A Prévia do Copom desta semana expõe um descompasso entre diagnóstico e decisão esperada. Economistas e casas de análise avaliam que o cenário macro já comportaria o início do ciclo de cortes de juros. Ainda assim, a leitura majoritária é de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil deve manter a Selic em 15% ao ano na reunião de quarta-feira (28).

Entre instituições como Bank of America, BTG Pactual, Bradesco e BGC Liquidez, há projeções que variam entre cortes de 0,25 ponto percentual e 0,50 ponto percentual ao longo do início do ciclo. Já XP Investimentos e Itaú trabalham com início apenas em março.

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Prévia do Copom e o consenso do mercado

Apesar das avaliações técnicas favoráveis ao afrouxamento, a Prévia do Copom indica que a autoridade monetária deve optar pela cautela. Na plataforma Polymarket, cerca de 90% das apostas precificam manutenção da Selic em 15%, enquanto apenas 9% indicam chance de corte imediato.

A leitura predominante é de que o Comitê deve aguardar mais sinais consistentes de convergência inflacionária antes de alterar a taxa básica.

Na avaliação de Leopoldo Vieira, da Idealpolitik, a Selic em 15% ao ano pode ser entendida como uma estratégia bem-sucedida do Banco Central para valorizar o real frente ao dólar e conter a inflação, com destaque para alimentos.

Segundo ele, esse movimento ajudou a estabilizar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto de pleno emprego, aumento da renda e resiliência do setor de serviços. A ausência de dominância fiscal, afirma, reduziu os impactos negativos do aperto monetário sobre a atividade econômica.

Para Vieira, a trajetória de queda da Selic tende a produzir efeitos que vão além do crédito e da atividade. O ambiente de juros em declínio melhora o sentimento econômico e tende a favorecer o presidente do ponto de vista político. Assim, independentemente do momento exato de início do ciclo, a redução da Selic já começa a gerar efeitos positivos, leitura que, segundo ele, está incorporada nos preços de mercado.

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Argumento macroeconômico

Analistas destacam que o patamar atual dos juros tem contribuído para a valorização do real e para a contenção da inflação, sobretudo de alimentos. O diferencial de juros em relação aos Estados Unidos permanece elevado, o que reduz riscos para fluxos de capital e sustenta o interesse de investidores na renda variável brasileira.

Esse diferencial também limita impactos sobre operações de carry trade, consideradas um dos vetores de sustentação do desempenho recente da B3.

Prévia do Copom e o Focus

No Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2026 recuou novamente, de 4,02% para 4,00%. Para André Perfeito, da Garantia Capital, apesar de modesto, é um movimento relevante.

Na avaliação do economista, os juros reais seguem pressionando os balanços das empresas, sem efeito proporcional sobre a demanda, que continua sustentada pelo mercado de trabalho. A expectativa, ainda assim, é de manutenção da Selic nesta reunião, com indicação mais clara de cortes adiante.

Prévia do Copom segundo banco Pine

Para o Banco Pine, o Comitê deve manter a Selic em 15% nesta primeira reunião de 2026, em decisão unânime. Segundo Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica da instituição, o ambiente econômico já permitiria o início do afrouxamento.

A casa projeta desaceleração da atividade, inflação corrente mais baixa e melhora das expectativas inflacionárias. A estimativa é de início de cortes em março, levando a Selic para 11,50% ao ano ao fim de 2026.

Peso do calendário eleitoral

Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o calendário eleitoral tende a ganhar peso crescente nas decisões do Copom ao longo de 2026. Segundo ele, mesmo que os dados de inflação sigam melhorando, o ambiente político influencia a percepção de risco fiscal e a formação das expectativas, o que limita movimentos mais rápidos na Selic.

Na avaliação do executivo, eleições costumam elevar a cautela da autoridade monetária, especialmente em um contexto de incertezas sobre a política fiscal. Esse fator, combinado ao cenário externo ainda instável, reforça a tendência de manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Trevisan destaca que, caso o ciclo de cortes se inicie, a trajetória deve ser gradual e condicionada à continuidade da melhora inflacionária e ao comportamento das expectativas de médio e longo prazo. A comunicação do Banco Central, afirma, será determinante para evitar reprecificação abrupta da curva de juros.

Prévia do Copom e o IPCA-15

O Banco Daycoval avalia que o IPCA-15 trouxe pressão concentrada em serviços e alimentos. A projeção de inflação para 2026 é de 4,1%, com viés de baixa. Mesmo assim, a instituição entende que o dado não oferece alívio suficiente para uma decisão imediata do Copom.

Segundo o banco, itens intensivos em trabalho seguem pressionados, enquanto a deflação na energia elétrica ajuda a conter parte do índice. A expectativa é de início do ciclo apenas em março.

Prévia do Copom e o cenário internacional

A reunião do Copom ocorre no mesmo dia da decisão do Federal Reserve, que deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%. Economistas avaliam que o Fed tende a reafirmar sua autonomia, mesmo diante de pressões políticas nos Estados Unidos.

O aumento do risco externo e doméstico associado à política americana tem redirecionado parte dos fluxos para mercados emergentes, com reflexos positivos para ativos brasileiros.

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