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Reino Unido pede revisão antitruste da oferta da Netflix pela Warner
Publicado 27/01/2026 • 13:32 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 27/01/2026 • 13:32 | Atualizado há 4 horas
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A tentativa da Netflix de comprar a Warner Bros Discovery por US$ 83 bilhões ganhou um novo obstáculo político na Europa. Um grupo de mais de uma dezena de parlamentares britânicos e ex-autoridades públicas pediu que a autoridade antitruste do Reino Unido abra uma investigação completa sobre a operação, alegando que a transação pode reforçar excessivamente a concentração no mercado de streaming e reduzir a concorrência para consumidores e produtores de conteúdo.
No documento enviado em 23 de janeiro à diretora-executiva da Competition and Markets Authority (CMA), Sarah Cardell, o grupo alerta que a operação pode consolidar ainda mais um player dominante no mercado de streaming de TV e provocar uma redução significativa da concorrência, com impactos negativos para consumidores e produtores de conteúdo.
O caso já vem enfrentando resistência política em outros mercados. Nos Estados Unidos, parlamentares classificaram a possível aquisição como um “pesadelo antitruste”, enquanto na Europa reguladores avaliam examinar simultaneamente propostas concorrentes, incluindo uma eventual oferta do consórcio Paramount–Skydance, criando um raro cenário de análise paralela entre compradores rivais.
A CMA afirmou que não comenta potenciais investigações fora de processos formais. Netflix e Warner Bros Discovery não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Leia também: Após reação negativa do mercado, co-CEOs da Netflix defendem oferta bilionária pela Warner
Segundo a imprensa britânica, reguladores antitruste da União Europeia devem analisar ao mesmo tempo eventuais ofertas rivais pelos ativos da Warner, o que aumenta a complexidade regulatória para qualquer transação no setor.
A carta ao órgão britânico foi assinada por nomes de peso da política e da mídia do país, incluindo ex-secretários de Cultura como Chris Smith, Oliver Dowden e Karen Bradley, além do ex-diretor-geral da BBC, Tony Hall. Também figuram entre os signatários executivos do setor editorial e ex-parlamentares da Câmara dos Lordes.
Leia também: Netflix supera projeções, mas ações caem com disputa pela Warner; veja detalhes
Para o mercado, a ofensiva política no Reino Unido se soma à crescente pressão regulatória global sobre fusões bilionárias no setor de tecnologia e mídia. A combinação entre Netflix e Warner Bros Discovery criaria um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo, com escala suficiente para redefinir a disputa por assinantes, publicidade e direitos esportivos.
O desfecho do caso será acompanhado de perto por investidores, já que um bloqueio regulatório poderia alterar estratégias de consolidação no streaming e afetar valuations de grandes grupos de mídia.
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