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Após reação negativa do mercado, co-CEOs da Netflix defendem oferta bilionária pela Warner
Publicado 23/01/2026 • 11:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/01/2026 • 11:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, adotaram um tom defensivo após o último balanço da empresa, em meio às críticas do mercado à oferta de quase US$ 83 bilhões pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros Discovery.
A operação marca uma guinada relevante na estratégia da companhia, historicamente focada em crescer por meio de produção própria.
Os investidores, até agora, não compraram a tese. As ações da Netflix acumulam queda superior a 15% desde a primeira oferta, feita em 5 de dezembro. O movimento ocorre num momento em que a empresa precisou suspender a recompra de ações para sustentar a proposta em dinheiro.
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Sarandos afirmou que a transformação do consumo de TV, impulsionada por gigantes de tecnologia como o YouTube, do Alphabet, forçou a Netflix a rever sua estratégia. Peters acrescentou que a companhia não planejava inicialmente fazer uma oferta pelos ativos da Warner, mas mudou de ideia após a diligência. “Quando olhamos mais de perto, vimos várias coisas realmente empolgantes”, disse.
A Netflix tenta se antecipar a uma oferta concorrente da Paramount Skydance, avaliada em US$ 82,7 bilhões, também totalmente em dinheiro, pelos estúdios de cinema e TV da Warner, além de seu vasto catálogo e franquias como Game of Thrones e Harry Potter.
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Um dos pontos centrais da defesa da empresa é o negócio cinematográfico da Warner. “Ao longo da nossa história, debatemos construir uma operação teatral, mas nunca foi prioridade. Com a Warner, eles trazem um negócio maduro, bem gerido e com filmes incríveis”, afirmou Peters, em contraste com a posição anterior da Netflix, que via os cinemas como um modelo ultrapassado frente ao streaming.
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Siga o Times | CNBCNo streaming, o argumento passa pela força da marca HBO. “É uma marca extraordinária, sinônimo de TV de prestígio. Os clientes conhecem, confiam e sabem o que ela representa”, disse Peters, acrescentando que o estúdio de TV da Warner também é saudável e amplia a capacidade de produção da Netflix.
Apesar disso, o mercado segue cético. Com o peso da aquisição, a Netflix reportou um crescimento de receita apenas moderado em um trimestre que costuma ser forte e projetou perspectivas igualmente fracas para o próximo ano.
Analistas apontam que, embora um portfólio robusto — incluindo a temporada final de Stranger Things — tenha ajudado a receita, os custos elevados da transação aumentam as dúvidas sobre o retorno no longo prazo.
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Para financiar o negócio, a Netflix já havia garantido compromissos de um empréstimo-ponte de US$ 59 bilhões e, nesta semana, elevou esse montante em US$ 8,2 bilhões para sustentar a oferta integralmente em dinheiro de US$ 27,75 por ação.
A operação deve enfrentar forte escrutínio de parlamentares e órgãos reguladores de concorrência, diante do risco de maior concentração no setor. Sarandos buscou reduzir essas preocupações ao afirmar que o acordo seria “pró-consumidor” e “pró-trabalhador”, criando novas equipes e oportunidades para criadores.
Segundo ele, o acesso a “100 anos de conteúdo e propriedade intelectual da Warner Bros” permitiria desenvolver e distribuir esse acervo de forma mais eficiente, com benefícios para consumidores e para a indústria.
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