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LVMH registra lucro de mais de 10 bilhões de euros em 2025 e projeta ano sob vigilância
Publicado 27/01/2026 • 15:49 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/01/2026 • 15:49 | Atualizado há 3 horas
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Wikimedia Commons
LVMH, a maior empresa de bens de luxo do mundo
O grupo LVMH, maior conglomerado de luxo do mundo, que detém marcas icônicas como Louis Vuitton, Dior e Sephora, divulgou nesta terça-feira (27) os resultados financeiros consolidados de 2025.
Em um cenário econômico global classificado pela companhia como “desfavorável”, o grupo reportou uma receita total de 80,8 bilhões de euros (cerca de R$ 504,1 bilhões, na cotação atual), apresentando uma leve retração orgânica de 1% em comparação ao ano anterior.
O lucro líquido atingiu 10,87 bilhões de euros (R$ 67,8 bilhões), uma queda de 13% em relação a 2024. Segundo o balanço apresentado por Bernard Arnault, o desempenho foi impactado por flutuações cambiais negativas e pela fraqueza na demanda por conhaques em mercados estratégicos, como Estados Unidos e China.
A divisão de Moda e Artigos de Couro, que engloba a Louis Vuitton, manteve-se como o principal pilar, gerando 37,7 bilhões de euros (R$ 235,2 bilhões) em receita. O relatório destaca a “promissora energia criativa” de diretores como Pharrell Williams, além da sólida demanda local que sustentou as vendas no segundo semestre.
Em contrapartida, o setor de Vinhos e Destilados enfrentou desafios, com queda orgânica de 7% na receita. Enquanto o segmento de Champagnes mostrou resiliência, a unidade de Cognac (Hennessy) foi prejudicada por tensões comerciais. Já a rede Sephora foi citada como um grande sucesso, registrando crescimento em faturamento e lucro operacional.
O grupo reforçou o avanço de suas metas de Responsabilidade Social (ESG). A LVMH atingiu a marca de 50% de mulheres em cargos-chave e reduziu em 37% suas emissões de CO2. No âmbito da biodiversidade, a empresa informou que já protege ou regenera 4,3 milhões de hectares de habitats naturais.
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A rastreabilidade também avançou, com 99% do couro e 99,9% dos diamantes utilizados pelas marcas possuindo certificação de origem. O grupo investe na preservação cultural, tendo treinado mais de 3.800 aprendizes pelo seu instituto de ofícios de excelência.
Apesar da queda no lucro, o fluxo de caixa livre cresceu 8%, somando 11,3 bilhões de euros (R$ 70,5 bilhões). Essa robustez permitiu ao Conselho propor um dividendo de 13 euros (R$ 81,12) por ação, valor que será submetido à aprovação na Assembleia Geral prevista para 23 de abril 2026.
A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido encerrou o ano em patamares conservadores de 9,9%, reforçando a solidez para enfrentar incertezas macroeconômicas. O grupo investiu 4,6 bilhões de euros (R$ 28,7 bilhões) em operações e expansão de sua rede de lojas global.
Para 2026, a gestão estabeleceu uma estratégia baseada em Qualidade, Vigilância e Criatividade. O grupo planeja reforçar suas coleções icônicas enquanto mantém a eficiência operacional. A companhia reafirmou seu papel como promotora da excelência francesa no exterior, focando em inovação e distribuição de alto padrão.
A LVMH planeja continuar investindo na relojoaria de luxo e na expansão de flagships em mercados de alto crescimento, como o Japão, que apresentou tendências positivas de consumo. A meta é consolidar a liderança global, mantendo a agilidade e o espírito empreendedor que caracterizam suas diversas marcas.
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