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Ouro dispara a novo recorde e prata salta 7% em dia de tensão global

Publicado 28/01/2026 • 16:59 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • O ouro fechou a sétima sessão consecutiva de alta nesta quarta-feira (28), superando pela primeira vez os US$ 5.300 por onça-troy, enquanto a prata avançou mais de 7% na Comex.
  • A valorização foi impulsionada pela busca por proteção em meio a incertezas econômicas e geopolíticas, pela percepção de fragilidade do dólar e pelas expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve.
  • Bancos e analistas veem espaço para novas altas: o Deutsche Bank projeta o ouro em US$ 6.000 por onça-troy, enquanto a expectativa de juros mais baixos no longo prazo tende a sustentar os metais preciosos.
Diversas barras de ouro empilhadas

Unsplash

Ouro

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (28) pela sétima sessão consecutiva e subiu acima de US$ 5.300 pela primeira vez, sustentado pela busca por proteção em meio a incertezas econômicas e geopolíticas, apesar da recuperação do dólar no exterior. O movimento também refletiu expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 4,35%, a US$ 5.303,60 por onça-troy. Na máxima do dia, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 5.323,40.

Já a prata para março avançou 7,15%, a US$ 113,53 por onça-troy.

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Analistas do Maybank afirmaram que há uma “confluência de riscos negativos para o dólar neste momento”, o que tem favorecido a valorização do ouro e da prata. Segundo eles, a percepção mais frágil sobre a moeda americana tem incentivado a migração para metais preciosos, que se tornam mais baratos para investidores detentores de outras divisas.

Na mesma linha, Soojin Kim, do MUFG, avaliou que a forte alta do ouro reflete um ambiente de maior risco econômico e geopolítico, incluindo mudanças na política dos EUA e tensões nos mercados de títulos. Para a analista, esse cenário tem alimentado uma “operação de desvalorização cambial”, com investidores buscando refúgio fora de ativos tradicionais mais voláteis.

O Deutsche Bank destacou que o avanço do metal pode ganhar tração adicional ao longo do ano e alcançar marca de US$ 6.000 por onça-troy. Segundo o banco, o rali considera também fatores estruturais de investimento, como o aumento das alocações em reservas oficiais e o maior interesse por ativos reais e não atrelados ao dólar.

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Já analistas do Saxo Bank observaram que a expectativa de juros mais baixos nos EUA a longo prazo tende a beneficiar os metais preciosos, ao reduzir o custo de oportunidade de manter ativos que não rendem juros. No período da tarde desta quarta, o Fed anunciará sua decisão de juros, mas a ampla expectativa é por manutenção das taxas, enquanto o mercado ainda aguarda anúncio do sucessor do presidente Jerome Powell.

Na sessão, outros metais preciosos se recuperaram em linha com o ouro, após forte tombo de mais de 10% na véspera. A platina para abril fechou em alta de 3,63%, a US$ 2.629,50, e o paládio para março saltou 8,76%, a US$ 2.045,30.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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