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Isenção que favorece BYD gera perda de R$ 44 bi por ano ao Brasil
Publicado 29/01/2026 • 13:36 | Atualizado há 47 minutos
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KEY POINTS
O Brasil deixa de arrecadar em impostos cerca de R$ 44 bilhões por ano ao conceder isenção à importação de kits para a montagem carros elétricos, segundo estudo divulgado pela Anfavea.
O levantamento aponta que a manutenção das isenções de importação dos kits CKD e SKD vão fazer o país perder R$ 44 bilhões por ano, sendo R$ 26 bilhões com a redução da arrecadação de ICMS e Pis/Cofins por ano, e R$ 18 bilhões por ano que deixam de ser pagos em impostos federais pelas folhas de pagamento das empresas e dos fornecedores.
Além disso, a indústria brasileira deixa de exportar R$ 42 bilhões em automóveis.
A conta, no entanto, é muito mais complexa. Além de deixar de arrecadar diretamente com essas operações. A indústria nacional perde espaço diante de concorrentes estrangeiros subsidiados, deixa de crescer e, por consequência, de pagar mais impostos e colocar mais dinheiro em circulação na economia real.
Importação dos kits
De acordo com a associação, a ampliação do uso dos regimes CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down) pode gerar impactos relevantes sobre a indústria automotiva nacional.
No modelo CKD, o veículo é importado totalmente desmontado e passa por processos como soldagem, pintura e integração no Brasil. Já no SKD, os automóveis chegam quase prontos, em grandes conjuntos, exigindo menor complexidade industrial local.
O estudo estima uma perda econômica de até R$ 103 bilhões somente para os fabricantes de autopeças com a redução das compras no mercado interno pela perda de competitividade.
No mercado de trabalho, a substituição da produção automotiva completa pela montagem de kits importados pode eliminar 69 mil empregos diretos e afetar cerca de 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia.
Os carros elétricos não pagam imposto de importação no Brasil desde 2015. Esse cenário vai mudar a partir de julho de 2026, quando a alíquota de importação para veículos eletrificados, elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV), será unificada em 35%. Desde 2024, no entanto, o governo vem aplicando alíquotas graduais.
Até lá, montadoras que operam com CKD ou SKD seguem recolhendo impostos sobre componentes, com alíquotas entre 16% e 18%, bem abaixo da taxa cheia aplicada a veículos prontos.
A BYD utiliza majoritariamente o regime SKD em sua fábrica de Camaçari (Bahia) e acabou sendo a maior beneficiada. A GWM também já iniciou processos de nacionalização e tende a acelerar esse movimento ao longo de 2026.
Fabricantes como Omoda-Jaecoo, GAC e MG Motor já manifestaram interesse em produzir no Brasil, mas ainda não anunciaram cronogramas. Sem produção local, essas marcas ficam mais expostas ao aumento da carga tributária caso o volume de vendas siga em expansão.
Em manifesto, a Anfavea afirmou que a indústria automotiva brasileira foi construída ao longo de décadas com investimento, tecnologia, mão de obra qualificada e compromisso com o desenvolvimento do país.
Segundo a entidade, produzir no Brasil vai além da montagem de veículos. Envolve o desenvolvimento de fornecedores, a formação de engenheiros, a geração de empregos de maior qualidade, a inovação tecnológica, o recolhimento de impostos e a movimentação da economia em diversas regiões.
A entidade diz reconhecer que a transição tecnológica é real e necessária e afirma que o setor está preparado para esse movimento, com investimentos em novas tecnologias, sustentabilidade e inovação.
O que a indústria defende, segundo a entidade, é previsibilidade, equilíbrio e regras isonômicas.
Para a associação, o incentivo à importação de kits para fabricação em larga escala pode gerar ganhos no curto prazo, mas não fortalece a indústria no longo prazo. Modelos produtivos simplificados, segundo o posicionamento, não desenvolvem cadeias locais, não geram o mesmo nível de empregos e reduzem o valor agregado que permanece no país.
A entidade afirma ser favorável à concorrência, desde que sem distorções e com coerência regulatória. “Cada decisão tomada hoje molda a indústria que teremos amanhã”, destaca o presidente, Igor Calvet, ao comparar cenários de maior dependência externa com a possibilidade de uma indústria mais integrada, moderna e competitiva.
Atualmente, o setor automotivo responde por cerca de 20% do PIB industrial brasileiro e gera aproximadamente 1,3 milhão de empregos. A Anfavea afirma que o objetivo é ampliar essa contribuição, e não reduzi-la, defendendo a produção local como uma escolha voltada ao futuro da indústria e ao desenvolvimento econômico do país.
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