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Anvisa libera cultivo de cannabis e pode impulsionar mercado bilionário no Brasil
Publicado 28/01/2026 • 14:11 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/01/2026 • 14:11 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis no país e libera a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação. A decisão foi tomada em reunião da diretoria colegiada, em Brasília, que analisou a revisão da Resolução nº 327/2019, norma que regula o acesso a produtos derivados da planta.
Com as mudanças, passam a ser autorizados medicamentos administrados por via bucal, sublingual e dermatológica. Até então, a agência permitia apenas registros para uso oral e inalatório. No mesmo encontro, os diretores também aprovaram a importação da cannabis ou de seus extratos para a fabricação de medicamentos.
Além disso, a Anvisa deve deliberar ainda nesta quarta-feira sobre a autorização para o cultivo de cannabis em território nacional com fins medicinais e científicos. Entre as alternativas em debate está a chamada “testagem controlada” do plantio em pequena escala, voltada sobretudo a entidades menores, como associações de pacientes.
Leia também: Trump avança onde Lula recua: dez anos de “Ilegal” e a paralisia brasileira na cannabis
No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução para normatizar:
Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, afirmou que a demanda cresceu de forma exponencial.
“Entre 2015 e 2025, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importação. Hoje temos 49 produtos de 24 empresas disponíveis em farmácias e cerca de 500 decisões judiciais permitindo plantio”, disse.
Safatle também ressaltou que cinco estados já possuem leis autorizando o cultivo medicinal.
Leia também: A corrida silenciosa pelo mercado sênior da cannabis medicinal
As normas propostas restringem a produção a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia.
Entre as exigências estão:
As resoluções também preveem a produção sem fins lucrativos por associações de pacientes, por meio de chamamento público, para avaliar modelos fora do padrão industrial.
Segundo o diretor Thiago Campos, as medidas seguem padrões internacionais e a decisão judicial.
“Atendem aos requisitos da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e ao que determinou o STJ.”
Caso aprovadas, as normas entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.
Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei de Drogas não se aplica a variedades de cannabis com baixo teor de THC.
A Corte autorizou uma empresa a importar sementes com alto teor de canabidiol (CBD) e baixo THC, condicionando a regulamentação do cultivo, industrialização e comercialização.
O prazo inicial venceu em setembro de 2025 e foi prorrogado após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
A Anvisa informou que já iniciou consultas públicas, elaboração técnica e planejamento do monitoramento sanitário após a regulamentação.
Segundo a agência, mais de 670 mil brasileiros utilizam produtos à base de cannabis, principalmente por via judicial.
Desde 2022, o Ministério da Saúde cumpriu cerca de 820 decisões judiciais para fornecimento desses produtos.
O mercado brasileiro de cannabis medicinal movimentou cerca de R$ 970 milhões em 2025, com crescimento anual entre 8,4% e 11,2%, reunindo mais de 400 marcas e 873 mil pacientes.
Entre as principais tendências para 2025-2026:
Apesar de ainda depender de importações, o setor se profissionaliza rapidamente, com plataformas digitais conectando médicos e pacientes.
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