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Futebol brasileiro ‘inverteu a lógica’ e passou a competir com o mercado internacional
Publicado 31/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 31/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Gilvan de Souza / CRF
Lucas Paquetá sendo apresentado como novo reforço do Flamengo
Nos últimos anos, o futebol brasileiro passou a competir com o futebol europeu ao trazer alguns nomes importantes que vinham atuando no futebol europeu, liderados por uma parcela de clubes com maior poderio financeiro.
A negociação mais quente dessa janela de transferências foi o retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo, por cifras que ultrapassam os 42 milhões de euros (cerca de R$ 261,66 milhões, na cotação atual) junto ao West Ham, no que se tornou a maior transação da história do país.
Na atual janela deste começo de ano, os clubes da elite do Campeonato Brasileiro já gastaram 173,3 milhões de euros (R$ 1,07 bilhão) com reforços, ficando atrás apenas da soberana Premier League, da Inglaterra, que até o momento desembolsou 242 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) em contratações, de acordo com o Transfermarkt.
“A contratação de Paquetá representa mais do que um número recorde. Ela é um marco. Não é a volta de um veterano ou de um atleta que não está atuando. Nem de alguém que vem de uma liga de menor expressão. É a contratação de um jogador que atua na principal e mais forte liga do mundo, atuando regularmente, servindo a seleção brasileira, e no seu auge”, analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z, que gerencia a carreira de centenas de atletas, entre eles de Endrick, Vini Jr. e do próprio Paquetá.
De acordo com ele, “é uma sinalização muito clara de que o Flamengo quer e vai se posicionar não só como o maior clube do mundo fora da Europa, mas como um clube que vai formatar seus elencos buscando vencer os maiores times europeus nas competições intercontinentais, com atletas que enfrentam eles, ainda com a mesma capacidade física e intensidade”.
Os números desta temporada também tem impacto do Cruzeiro, que fez a contratação mais significativa antes de Paquetá ao repatriar o meia Gerson, do Zenit, naquela que até então era a maior da história do futebol brasileiro, por 27 milhões de euros (R$ 141,88 milhões).
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“O Brasil voltou a ser uma vitrine atrativa. Clubes daqui têm conseguido oferecer bons contratos e uma projeção esportiva que não deixa de ser estratégica. Para muitos atletas jovens, ficar ou retornar significa jogar em alto nível, estar mais próximo da seleção e ainda garantir segurança financeira, algo que, no passado, só o futebol europeu parecia proporciona”, analisa Claudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil, especializada no gerenciamento da carreira de atletas.
Outras contratações de destaque foram as de Vitor Roque, que deixou o Barcelona para atuar no Palmeiras em meados de 2025, por algo próximo de 25 milhões de euros (R$ 155,75 milhões), e de Samuel Lino, que saiu do Atlético de Madrid para o Flamengo, também no ano anterior, por cerca de 23 milhões de euros (R$ 143,29 milhões).
O Botafogo, campeão Brasileiro e da Copa Libertadores de 2024, também fugiu à regra e fez altos investimentos, trazendo a peso de ouro o meia argentino Thiago Almada e o atacante Luiz Henrique, que estavam fora do país.
A lista envolvendo as maiores cifras e atletas considerados “estrelas” de Flamengo e Palmeiras é grande. No time carioca, casos de Carlos Alcaraz, Alex Sandro, Danilo, Saúl, Jorge Carrascal e De La Cruz; já no Verdão, Paulinho, Felipe Anderson e Ramón Sosa. O Botafogo também trouxe outros nomes caros, como o volante Danilo e os atacantes Santiago Rodríguez e Arthur Cabral.
Mas a relação de jogadores importantes que vieram atuar no Brasil não está restrita a esses clubes. O Corinthians trouxe o atacante da seleção holandesa Memphis Depay, e tirou Yuri Alberto do Zenit. Já o Vasco contou com o retorno de Philippe Coutinho e a chegada do meia francês Dimitri Payet, ex-Olympique de Marseille.
Quem se destaca nesta relação é o São Paulo, que também trouxe nomes que estavam em alta na Europa, caso do atacante Marcos Antônio, ex-Lazio e hoje pretendido por vários clubes brasileiros, do meia Lucas e do lateral-esquerda Wendell, ex-Porto.
O Fluminense, em 2024, repatriou o ídolo Thiago Silva. Já o Grêmio conseguiu a contratação do atacante dinamarquês Martin Braithwaite, ex-Espanyol e Barcelona. Também vale mencionar a volta de Willian José, que deixou o Spartak Moscou para atuar no Bahia. É possível, claro, falar do retorno daquele que vinha sendo um dos maiores jogadores brasileiros na atualidade, o atacante Neymar, que voltou ao Santos na última temporada e foi peça importante nas partidas em que esteve em campo pelo Brasileirão.
“A volta do Neymar Jr. ao Santos simboliza esse novo momento: um movimento que mostra que nossos clubes voltaram a ser protagonistas, capazes de oferecer estrutura, competitividade e um ambiente atrativo para grandes jogadores. Não se trata apenas de repatriar ídolos, mas de fortalecer o futebol nacional, valorizar o nosso produto e mostrar ao mundo que o Brasil voltou a ser um destino relevante no cenário global”, conclui Marcelo Teixeira, presidente do Santos.
Já o Internacional também conseguiu montar um projeto importante ao contratar três atacantes de peso que estavam na Europa e que atuaram em Copas do Mundo, casos de Enner Valencia, Lucas Alario e Borré, além do goleiro Rochet.
Segundo Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do esporte, esse cenário não é obra do acaso: “a evolução da receita de clubes brasileiros nos últimos anos, em especial por meio de direitos de televisão e patrocínios, criou um novo patamar de investimento. Hoje, times do Brasil conseguem negociar e até competir com clubes europeus por nomes de alto nível, algo impensável há menos de uma década”, explica Assayag, que ressalta ainda a importância de um mercado interno mais estruturado em relação a muitos vizinhos sul-americanos, a ponto de patrocínios e premiações no Brasil superarem em muito valores equivalentes na Argentina e outros mercados da América do Sul.
Confira o ranking de gastos dos times da Série A do Campeonato Brasileiro na última janela de transferências (Fonte: Transfermarkt):
| Equipe | Valores gastos (em milhões de reais) |
| Flamengo | 341,44 |
| Cruzeiro | 174,14 |
| Atlético-MG | 132,04 |
| Vasco | 105,50 |
| Fluminense | 77,28 |
| Grêmio | 54,86 |
| Bragantino | 50,21 |
| Palmeiras | 38,50 |
| Santos | 30,36 |
| São Paulo | 26,83 |
| Internacional | 26,53 |
| Botafogo | 23,75 |
| Bahia | 23,33 |
| Athletico-PR | 23,29 |
| Vitória | 18,32 |
| Coritiba | 15,00 |
| Remo | 10,30 |
| Mirassol | 8,07 |
| Corinthians | 3,10 |
| Chapecoense | – |
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