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‘SAFiel é a redemocratização’: projeto propõe quitação da Arena e Corinthians controlado pela torcida
Publicado 30/01/2026 • 16:50 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/01/2026 • 16:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O futuro administrativo do Sport Club Corinthians Paulista está no centro de uma proposta ambiciosa que promete revolucionar o modelo de gestão esportiva no Brasil. O projeto SAFiel, apresentado formalmente ao clube no final de 2025, sugere a transformação do time em uma Sociedade Anônima do Futebol controlada não por um bilionário estrangeiro, mas pelos próprios torcedores.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Carlos Teixeira, CEO e um dos idealizadores do projeto, afirmou que a medida é a única saída para a crise financeira e para devolver ao clube o seu valor de mercado global.
Segundo Teixeira, a indignação com a gestão atual foi o combustível para o desenho do novo modelo. Ele destaca que o Corinthians ocupa hoje apenas a 33ª posição mundial em valor de mercado, ficando atrás de rivais nacionais com metade de sua base de fãs.
O empresário é enfático ao diagnosticar o problema: “Acontece porque o clube é gerido com base numa cultura e num modelo civil associativo, sem fins lucrativos, cujos incentivos e a cultura não são compatíveis com a modernização do esporte e do futebol”.
Diferente de outros clubes brasileiros que venderam o controle para investidores únicos, a SAFiel propõe uma estrutura de propriedade pulverizada. O objetivo é evitar que o clube seja tratado como um ativo negociável ou sofra com crises financeiras pessoais de um mecenas. Teixeira explica a resistência da torcida a modelos tradicionais e como o seu projeto se diferencia:
“Nós não queremos uma SAF controlada por um bilionário exótico, porque o bilionário pode revender, o bilionário pode cansar. O torcedor já entendeu que a SAFiel profissionaliza o Corinthians sem colocá-lo na mão de um dono”, afirmou.
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Para o idealizador, o modelo respeita a história operária da instituição. Ele reforça que “o projeto nasceu de torcedores que se moveram por causa da indignação a respeito da situação financeira administrativa do Corinthians. Nós desenhamos um projeto que atende aspectos jurídicos, legais e que respeita muito a ontologia corintiana”.
A ideia é que a gestão funcione como uma corporation, com camadas profissionais de governança e execução, blindadas contra ciclos políticos internos.
Um dos pontos mais críticos do projeto é a promessa de liquidar a dívida da Neo Química Arena em apenas seis meses. O plano envolve uma captação pública de recursos, mas com salvaguardas para garantir a democratização do capital. “Nosso projeto prevê uma captação pública, todos os corintianos serão convidados a adquirir ações, obviamente existem limites máximos para que ninguém tenha controle relevante e existe também reserva de ações para torcedores que só podem investir menos”, detalhou Teixeira.
Sobre o entrave contratual com a Caixa Econômica Federal, que teoricamente impediria a formação de uma SAF, o CEO demonstrou tranquilidade: “Essa é uma cláusula que não nos preocupa, entendemos ser uma cláusula de praxe em contratos de empréstimo e o que o credor quer, obviamente, entender quem é que vai estar assumindo ou injetando capital nessa nova estrutura societária para que ele consiga dar a sua anuência”.
A proposta prevê a quitação do estádio através de investimentos de corintianos e do grupo de idealizadores antes mesmo da abertura das ações ao grande público.
O projeto resgata o conceito histórico da década de 80, mas com uma roupagem tecnológica e administrativa moderna. Teixeira lamenta que a essência democrática do clube tenha se perdido nos últimos anos por conta de serviços de péssima qualidade e afastamento do torcedor comum. Ele afirma que “a democracia corintiana, infelizmente, foi se corroendo ao longo dos anos por uma desconexão entre os que gerem o futebol do clube e os torcedores. Nós temos convicção de que a SAFiel é a redemocratização corintiana”.
Na prática, a gestão seria dividida em três camadas: proprietários (torcedores-acionistas), governança e diretoria executiva. O CEO seria contratado pelo Conselho de Administração e teria metas rígidas a cumprir, independentemente de quem fosse o presidente da associação. “Os proprietários elegem a camada de controle e governança, votam diretamente nos conselhos. E o Conselho de Administração é imbuído de dar metas e objetivos financeiros e esportivos para o CEO. O torcedor poderá votar tranquilamente através do celular, com autenticação facial”, explicou o empresário.
Carlos Teixeira conclui que a SAFiel não é apenas uma solução financeira, mas uma mudança de paradigma para um clube que, em sua visão, ainda opera com métodos de quarenta anos atrás. Ele finaliza reforçando a identidade da proposta: “A resistência do corintiano vem muito dessas primeiras SAFs que foram formadas no Brasil e que não conversa com a nossa cultura. Afinal de contas, o Corinthians foi fundado por operários, e é um time que cresce através do seu torcedor”.
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