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Rombo fiscal do governo supera R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo

Publicado 31/01/2026 • 21:40 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • O Banco Central divulgou na sexta-feira (30), que o setor público consolidado encerrou o ano de 2025 com uma dívida pública acima de R$ 1 trilhão, com um déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, representando 8,13% do PIB do país.
  • Este é o terceiro ano consecutivo que o rombo fiscal encerra na casa dos trilhões, com um valor de R$ 1,065 trilhão, em 2024, e R$ 1,074 trilhão em 2023.
  • Em 2025, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 78,7% do PIB do Brasil, em uma soma de R$ 10 trilhões.
As desonerações fiscais totalizaram R$ 102,713 bilhões de janeiro à outubro.

As desonerações fiscais totalizaram R$ 102,713 bilhões de janeiro à outubro.

Pixabay

O setor público consolidado encerrou o ano de 2025 com uma dívida pública acima de R$ 1 trilhão, com um déficit nominal de R$ 1,076 trilhão, representando 8,13% do PIB do país, conforme os dados do Banco Central.

Este é o terceiro ano consecutivo do governo Lula que o rombo fiscal encerra na casa dos trilhões, com um valor de R$ 1,065 trilhão, em 2024, e R$ 1,074 trilhão em 2023.

Os valores nominais demonstram um resultado mais abrangente do que o resultado primário, considerando os gastos com os juros da dívida pública, que representa um indicador para a deterioração das contas públicas do país.

Além dos três últimos anos, as outras únicas vezes em que a dívida pública ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão foram em 2015 e durante a pandemia do Covid-19, em 2020, ano em que o valor ultrapassou R$ 1,4 trilhão, chegando no maior valor já registrado.

Apesar das dívidas, a arrecadação federal em 2025 alcançou um novo recorde, somando R$ 3,98 trilhões. O valor engloba todos os tributos, taxas, contribuições, multas e juros pagos pelos cidadãos às esferas federal, estadual e municipal ao longo do ano.

Em termos comparativos, o salto foi de 10,56% sobre os R$ 3,6 trilhões contabilizados em 2024. Esse avanço de dois dígitos reflete uma combinação entre a dinâmica da economia real e uma agenda fiscal agressiva que marcou o cenário legislativo recente.

Dívida Bruta do Governo Geral

Em 2025, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 78,7% do PIB do Brasil, em uma soma de R$ 10 trilhões. Segundo o Banco Central, a DBGG, que inclui o Governo Federal, o INSS e os governos municipais e estaduais, este aumento se deve, principalmente, aos impactos da incorporação de juros nominais, do reconhecimento de dívidas, do crescimento do PIB nominal e efeito da valorização cambial.

O movimento reflete, principalmente, o peso dos juros elevados sobre o estoque da dívida e a persistência de resultados fiscais negativos, apesar de o crescimento do PIB nominal ter ajudado a conter parte da pressão.

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chegou a R$ 45,5 bilhões, o equivalente a 0,36% do PIB, acima dos R$ 37,7 bilhões (0,30% do PIB) registrados até outubro. As informações foram divulgadas na manhã da sexta-feira (30) pelo Banco Central.

Juros seguem pressionando a dívida pública

Os juros nominais apropriados pelo setor público somaram R$ 87,2 bilhões em novembro. Embora abaixo dos R$ 92,5 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, o valor segue elevado no acumulado. Em 12 meses, os juros alcançaram R$ 981,9 bilhões, correspondentes a 7,77% do PIB.

Combinando o resultado primário negativo e os juros, o resultado nominal do setor público foi deficitário em R$ 101,6 bilhões em novembro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal atingiu R$ 1,027 trilhão, ou 8,13% do PIB, mantendo o patamar acima de R$ 1 trilhão observado desde outubro.

A trajetória da dívida pública é acompanhada de perto por investidores e analistas porque influencia diretamente:

  • o custo de financiamento do governo,
  • as expectativas para juros e inflação,
  • a percepção de risco fiscal do país

Tesouro Nacional

Governo Central, Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, encerrou 2025 com déficit primário de R$ 61,69 bilhões, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

O número foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, junto com o resultado de dezembro. No último mês do ano, houve superávit primário de R$ 22,1 bilhões.

“O resultado [do ano] conjugou um superávit de R$ 255,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e um déficit de R$ 317,2 bilhões na Previdência Social (RGPS). Em termos reais, a receita líquida cresceu 2,8% (R$ 64,3 bilhões), enquanto a despesa avançou 3,4% (R$ 79,1 bilhões)”, explicou o Tesouro Nacional.

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