Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Empresas brasileiras captam US$ 4,7 bilhões em títulos de dívida internacional em janeiro
Publicado 01/02/2026 • 21:09 | Atualizado há 3 horas
CEO da Nvidia nega estar insatisfeito com a OpenAI e confirma investimento ‘enorme’
Ministra das Finanças da Índia projeta consolidação fiscal moderada no orçamento
Na América Latina, mini-dramas chineses estão revolucionando o mercado de streaming
Gigante chinesa AstraZeneca vai abrir capital em Nova York nesta segunda-feira (2)
Documentos ligam Musk a conversas sobre visita à ilha privada de criminoso sexual
Publicado 01/02/2026 • 21:09 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
REUTERS/Adriano Machado
Azul
O mercado de capitais internacional abriu as portas para o Brasil neste início de ano. Em janeiro, as empresas brasileiras captaram US$ 4,7 bilhões (aproximadamente R$ 24,7 bilhões) por meio da emissão de títulos de dívida internacional (bonds), um salto de 39% em relação ao mesmo período de 2025.
O movimento reflete uma forte realocação de portfólios globais: investidores estão saindo dos Estados Unidos, motivados pela incerteza econômica e pela perspectiva de queda de juros, e buscando retornos mais atrativos em mercados emergentes como o Brasil.
Nomes de peso como Bradesco, BTG, Azul e Sabesp lideraram as emissões de dívida, encontrando uma liquidez robusta e investidores ávidos por papéis brasileiros. Em Davos, o CEO do Itaú apontou à imprensa que o Brasil tem capturado esse fluxo estrangeiro, com a bolsa local batendo recordes, o que beneficia os mercados emergentes.
Dois casos chamaram a atenção do mercado pela magnitude da demanda e pelo ineditismo das estruturas.
Leia mais:
Justiça de São Paulo suspende plano de recuperação extrajudicial do St. Marche
Heineken 0.0 lidera consumo de cerveja zero álcool no Brasil e amplia presença em novas ocasiões
A Azul Linhas Aéreas, em uma operação crucial para financiar sua saída do Chapter 11 (recuperação judicial nos EUA), registrou uma demanda impressionante por seus papéis, que atingiu US$ 9,1 bilhões (R$ 47,8 bilhões), evidenciando a confiança do mercado em seu plano de reestruturação.
Já a Sabesp realizou a maior captação de “blue bonds” do mundo, títulos destinados a projetos hídricos. A operação, inédita no Brasil, combinou bonds e empréstimos no modelo AB Bond, atraindo uma demanda de US$ 3,5 bilhões (R$ 18,2 bilhões). A companhia destacou que o objetivo foi aproveitar a “janela de mercado” favorável antes de possíveis mudanças no cenário global.
O Bradesco foi o responsável por abrir a temporada de 2026, captando US$ 750 milhões com uma taxa de 5,375%, nível considerado “super convidativo” pelo presidente do banco, Marcelo Noronha. A taxa ficou abaixo do esperado originalmente, reforçando o apetite dos compradores.
No setor privado, a Usina Coruripe já iniciou conversas informais com bancos e investidores para uma possível emissão em fevereiro.
No setor público, o Tesouro Nacional avalia entrar no mercado ainda neste trimestre, encorajado pelo sucesso de países vizinhos como Chile, México e Equador.
A expectativa é que fevereiro mantenha o ritmo acelerado, desde que a janela de liquidez permaneça aberta e os indicadores de risco-país continuem estáveis.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Investir em Tesouro Direto atrelado à inflação é a bola da vez, dizem especialistas
2
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
3
Morre aos 42 anos Daniel Rocha, fundador da rede Açaí no Grau
4
Ex-sócio do Master tenta vender o Banco Pleno em meio a crise de liquidez
5
Bitcoin tomba abaixo de US$ 78 mil e continua em queda livre