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Investir em Tesouro Direto atrelado à inflação é a bola da vez, dizem especialistas
Publicado 31/01/2026 • 10:48 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 31/01/2026 • 10:48 | Atualizado há 3 meses
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Investimentos vem crescendo no Brasil
Diante da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano e com a possibilidade de os juros fecharem 2026 em 12,25% resta a dúvida de como usufruir das melhores oportunidades na renda fixa. Especialistas em investimentos apontam as melhores alternativas. Veja abaixo.
Oportunidades de renda fixa
Segundo Rogério Freitas, líder de investimentos do ASA, a principal oportunidade na renda fixa, neste momento de juros em 15%, estão nas NTN-Bs, denominadas como Tesouro IPCA+ no Tesouro Direto. Esses títulos oferecem rendimento atrelado à variação da inflação (IPCA) mais uma taxa de juros prefixada.
“Dentre todas as classes de ativos, a NTN-B é a que mais nos agrada e consideramos mais barata. Os juros reais de equilíbrio estrutural de longo prazo no Brasil não são 7,5%, para o bem ou para o mal. Em um cenário positivo, esses 7,5% podem cair para 4,5%, representando um ganho de 300 pontos base. Imagine isso ao longo de 10 ou 15 anos; os papéis podem valorizar de 30% a 40%. Mesmo em um cenário menos favorável, se os juros subirem de 7,5% para 8% ou 8,5%, a perda ainda seria limitada”, analisa Freitas.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, também afirma que as NTN-Bs de longo prazo apresentam prêmios bastante interessantes, com títulos de vencimento em torno de 10 anos sendo negociados próximos ao valor de IPCA + 7,6%.
“Dado o nível atual das taxas, uma alocação em títulos de maior duração, especialmente os atrelados à inflação, faz sentido para investidores que buscam capturar ganhos via marcação a mercado, uma vez que esses patamares elevados de juros reais tendem a não se sustentar por muito tempo”, avalia.
Cristian Pelizza, economista-chefe da Nippur Finance, alerta que as NTN-Bs não são adequadas para todos os perfis de investidores. Ele explica que essas opções fazem sentido principalmente para investidores com perfis moderado e arrojado, uma vez que esses papéis apresentam alta volatilidade e podem ter a rentabilidade negativa a preços de mercado.
“Ativos indexados à inflação oferecem prêmios interessantes. Historicamente, um IPCA + 7% ou valores próximos a isso foram raros nos últimos anos. Os investimentos pré fixados, acima de 13% ao ano, também são atraentes, porém, envolvem riscos. Esse risco está ligado à possibilidade do ciclo de juros ser mais severo e rígido do que o esperado. Ou seja, não ocorrer uma convergência dos juros para algo em torno de 11% ou 12% em um período de três a quatro anos, o que seria necessário para tornar vantajosos os investimentos em ativos indexados à inflação ou prefixados”, explica Pelizza.
Oportunidades de renda variável
O economista-chefe da Nippur Finance observa que, de modo geral, há boas oportunidades em praticamente todas as classes de ativos. No que diz respeito à Bolsa, ele afirma que as ações ainda estão sendo negociadas a múltiplos baixos, mesmo após as valorizações ocorridas no ano passado e no início deste ano. Além disso, ele destaca que ainda há fundos imobiliários sendo negociados a preços inferiores ao valor patrimonial.
Shahini aponta que há incertezas em relação ao ritmo dos cortes de juros e ao patamar final da Selic ao término do ciclo de afrouxamento monetário. Ele pontua que um corte eventualmente mais agressivo na Selic tende a beneficiar a Bolsa de forma geral, devido à redução da taxa de desconto aplicada aos fluxos de caixa das empresas.
“No entanto, alguns setores são mais sensíveis a esse movimento, destacando-se empresas mais alavancadas, além de segmentos como utilidades públicas, construtoras, varejo e o índice de small caps”, afirma.
O líder de investimentos do ASA, tem uma visão um pouco mais otimista para as ações brasileiras de forma geral, sem destacar um papel em específico. No final do ano passado o ASA tinha uma visão de que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de valores, poderia chegar à marca de 300 mil pontos em 2026, números que eles mantêm neste começo de ano.
“O sinal que estamos vendo é de um ambiente de repressão financeira e os ativos reais e os prêmios de risco vão continuar sendo comprimidos, com a Bolsa subindo, commodities e ativos reais se valorizando”, diz Freitas.
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