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O que motivou a CVM a acusar o ex-CEO da CVC por fraude contábil? Entenda
Publicado 02/02/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/02/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: divulgação/CVC.
O que motivou a CVM a acusar o ex-CEO da CVC por fraude contábil? Entenda
Na última sexta-feira (30), o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC revelou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acusou formalmente o antigo CEO da CVC Brasil, Luiz Fernando Fogaça, por possível fraude contábil.
Embora o processo 19957.007223/2022-41 tenha sido aberto em 24 de junho de 2022, o antigo diretor-executivo só foi formalmente citado como acusado em dezembro de 2025, conforme noticiado anteriormente.
Segundo o texto, há cerca de R$ 362 milhões de inconsistências contábeis nos balanços da agência de viagens, entre os anos de 2015 e 2019. Nesse sentido, Luiz Fernando Fogaça foi diretor financeiro (CFO) da CVC Brasil entre 2010 e 2018, tornando-se diretor-executivo (CEO) em 2019.
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Logo, a suspeita da CVM é de que Fogaça tenha desviado valores para pagar bônus indevidos a outros executivos.
O controle interno da CVC Corp identificou esses desvios anteriormente. Contudo, a acusação formal do ex-gestor deve gerar novos desdobramentos jurídicos.
Em 2020, as ações da CVC (CVCB3) caíram 50% após a detecção e divulgação das falhas contábeis. Em 2019, os papéis da agência de viagens chegaram a ser negociados a R$ 55,48. Ainda naquele período, o preço médio das ações era de R$ 37,69.
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No entanto, o escândalo e a crise do setor aéreo culminaram na queda drástica da empresa. Hoje (02), a ação da CVC está em torno de R$ 2,62.
Além disso, atualmente o valor de mercado da CVC na B3 é de R$ 1 bilhão. A título de comparação, o valor de mercado da operadora era cerca de R$ 9,8 bilhões em 2015, segundo o Valor Econômico.
Para evitar uma maior retração dos papéis, o atual CEO da CVC Brasil, Fabio Godinho, anunciou que a empresa irá pré-pagar R$ 150 milhões em dívidas. Em geral, a companhia possui R$ 985 milhões de dívida total. Desse montante, R$ 550 milhões são de debêntures, enquanto o restante são oriundos de antecipação de recebíveis das empresas de adquirência.
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