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Fictor, que fez proposta pelo Master, pede recuperação judicial
Publicado 02/02/2026 • 07:28 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/02/2026 • 07:28 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Grupo Fictor, que tentou adquirir o Banco Master um dia antes de a instituição entrar em liquidação, protocolou no domingo (1º) pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. A dívida total do grupo é estimada em cerca de R$ 4 bilhões. Segundo a companhia, a medida tem como objetivo garantir a continuidade das operações e a preservação dos empregos.
De acordo com a empresa, o pedido de recuperação judicial decorre de uma crise de liquidez iniciada em 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Desde então, o grupo afirma enfrentar dificuldades de acesso a crédito e uma crise de reputação.
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Um consórcio liderado por um dos sócios do Grupo Fictor chegou a anunciar uma oferta para aquisição e transferência de controle do Master, mas a liquidação da instituição foi decretada no dia seguinte. Segundo o grupo, o episódio desencadeou especulações e uma exposição negativa intensa, com efeitos diretos sobre sua capacidade financeira.
A Fictor atribui esse cenário ao impacto de um grande volume de notícias negativas relacionadas à tentativa frustrada de compra do banco, o que teria afetado de forma significativa a liquidez de duas de suas subsidiárias, a Fictor Holding e a Fictor Invest.
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Até então, ainda de acordo com a companhia, não havia histórico de atrasos no cumprimento de obrigações desde o início das operações do grupo.

No pedido apresentado à Justiça, a Fictor afirma que pretende quitar integralmente suas obrigações, sem previsão de deságio. O grupo solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, conforme previsto na legislação, a fim de viabilizar a negociação de um plano de recuperação e evitar pressões individuais sobre o caixa.
A iniciativa busca reorganizar os compromissos financeiros e assegurar a continuidade das atividades, com foco na negociação com os sócios participantes, que concentram a maior parte dos créditos. Segundo a empresa, a recuperação judicial é fundamental para preservar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos.
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Como parte da resposta à crise, o Grupo Fictor implementou um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do quadro de funcionários. De acordo com a companhia, essas medidas foram adotadas antes do pedido de recuperação judicial, com o objetivo de assegurar os direitos trabalhistas e acelerar o pagamento das indenizações.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor expandiu suas áreas de atuação ao longo dos anos, com presença nos setores de proteína animal, energia, infraestrutura, real estate e meios de pagamento.
Segundo o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, responsável pela coordenação do pedido de recuperação, os ativos operacionais do grupo seguem em funcionamento. “Os ativos permanecem operacionais e a base produtiva continua relevante, apesar da pressão financeira de curto prazo”, afirma.
A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com cerca de 3.500 empregos diretos e aproximadamente 10 mil indiretos, além de uma carteira diversificada de clientes.
O pedido de recuperação judicial não inclui as subsidiárias operacionais. De acordo com Deneszczuk, a estratégia busca evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo recuperacional. “A ideia é preservar fornecedores, clientes e empregos enquanto a reestruturação financeira ocorre no nível corporativo”, diz.
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