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Caso Fictor acende alerta e levanta temor de nova onda de recuperações judiciais em 2026
Publicado 04/02/2026 • 07:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 04/02/2026 • 07:50 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik.
Caso Fictor precede possível onda de recuperações judiciais em 2026
Nesta semana, o Grupo Fictor ganhou os noticiários pelo pedido de recuperação judicial (RJ) protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo. No caso do conglomerado, a crise começou após o anúncio de tentativa de compra do Banco Master, em novembro de 2025. Consequentemente, a Fictor Holding e a Fictor Invest perderam liquidez, levando a dívidas de R$ 4 bilhões.
No entanto, esse pode não ser o único caso relevante a surgir na mídia ao longo de 2026.
Leia também: Grupo Fictor pede recuperação judicial: como ficam os investidores da Fictor Alimentos?
Segundo o Monitor RGF da Recuperação Judicial, até o terceiro trimestre de 2025, o Brasil tinha 5.285 empresas em recuperação judicial. Em 2024, eram 4.568 empresas em RJ. Embora os números totais do ano passado ainda não tenham sido divulgados, a discrepância de um ano para o outro já sugere o que pode acontecer em 2026.
Segundo Denis Barroso, advogado especialista em recuperação judicial e sócio da Barroso Advogados, o cenário brasileiro responde a um contexto global instável.
“O mercado brasileiro, assim como muitos países ao redor do mundo, tem enfrentado grandes dificuldades para se recuperar pós-pandemia, com as guerras e agora com as taxações. As oscilações políticas e econômicas globais têm grande impacto no cenário econômico interno. Os principais players do mercado sobreviveram nos últimos anos, mantendo suas operações no vermelho e recorrendo a empréstimos para evitar o fechamento”, explicou o advogado.
Na visão do especialista, empresas com a saúde financeira precarizada, que dependem de empréstimos, assumem cada vez mais riscos hoje em dia. Isso porque o crédito está cada vez mais caro e seletivo.
Leia também: Quem é o Grupo Fictor, empresa que entrou em recuperação judicial após crise do Banco Master
Embora o Grupo Fictor seja uma referência de empresa de grande porte e do mercado financeiro, os números sugerem que o cenário brasileiro é outro.
Segundo o Serasa Experian, até abril de 2025, cerca de 80% dos pedidos de recuperação judicial vinham de micro e pequenas empresas.
| Porte | abril/24 | mar/25 | abril/25 |
| Micro e Pequena Empresa | 144 | 140 | 132 |
| Média Empresa | 30 | 31 | 18 |
| Grande Empresa | 10 | 16 | 17 |
Além disso, em setembro de 2025, o Serasa já registrava o aumento de 31,7% dos pedidos de RJ no agronegócio, com 565 solicitações segundo trimestre de 2025.
Ainda no caso do agronegócio, parte desse cenário é justificado pela dificuldade de pessoas físicas e jurídicas conseguirem crédito.
Leia também: Fictor Alimentos: ações desabam na Bolsa após grupo entrar em recuperação judicial
O desequilíbrio de contas é agravado pela combinação de juros elevados, restrição de crédito e inflação elevada ou persistente. No entanto, elementos internos de cada empresa podem corroborar, como:
Sendo assim, a recuperação judicial entra como uma alternativa de evitar a falência da empresa. Conforme a Lei 11.101/2005, esse regime permite renegociar dívidas, reestruturar a operação e suspender a cobrança de dívidas por cerca de 180 dias.
No entanto, segundo Denis Barroso, essa medida não pode ser considerada uma solução automática para quem lida com problemas financeiros. Isso porque a ausência de um plano consistente de RJ pode prolongar a crise e até dificultar a retomada do negócio.
“Em momentos de crise, é fundamental que as empresas compreendam que nenhuma organização está imune a problemas financeiros, e que estes podem surgir a qualquer momento. Investir em controles e gestão adequados é crucial para identificar e corrigir pontos de vulnerabilidade e garantir que o negócio se mantenha competitivo no mercado”, reforçou Denis Barroso.
Leia também: Fictor, que fez proposta pelo Master, pede recuperação judicial
Por isso, os empreendedores devem considerar estratégias como: revisão da governança corporativa, reestruturação interna e até renegociação direta.
Especificamente no caso do Grupo Fictor, o pedido de recuperação judicial vem após a perda de confiança dos investidores e é um desfecho esperado após a revelação do caso Master. “Era uma carta marcada no baralho. Quando veio à tona o episódio do Master, tudo desmoronou. O mercado perdeu confiança, os fluxos secaram e o negócio parou de fato”, afirmou Jayme Simão, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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