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EUA devem emitir licença geral para petrolíferas produzirem na Venezuela

Publicado 03/02/2026 • 20:01 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • A administração Trump poderá emitir uma licença geral esta semana, permitindo que empresas americanas bombeiem petróleo na Venezuela, disse uma pessoa familiarizada com o plano.
  • A Chevron é a única empresa americana atualmente autorizada a bombear petróleo na Venezuela, graças a uma licença especial emitida pelo Departamento do Tesouro.
  • O presidente Donald Trump está pressionando a indústria petrolífera a investir pelo menos US$ 100 bilhões na recuperação do setor energético da Venezuela.

Hakon Rimmereid via REUTERS

Foto de arquivo. O navio-tanque Bella 1 no Estreito de Singapura, após autoridades americanas afirmarem que a Guarda Costeira dos EUA perseguiu um petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, nesta imagem capturada de uma rede social em 18 de março de 2025.

O governo Trump poderá emitir uma licença geral já nesta semana para que empresas produzam petróleo e gás na Venezuela, segundo uma fonte familiarizada com o plano informou à CNBC nesta terça-feira (3).

A Chevron é a única empresa americana atualmente autorizada a extrair petróleo na Venezuela, sob uma licença especial emitida pelo Departamento do Tesouro. A Chevron possui diversas joint ventures com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

O presidente Donald Trump está pressionando a indústria petrolífera a investir pelo menos US$ 100 bilhões na recuperação do setor energético venezuelano, após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em uma operação realizada em 3 de janeiro.

“A equipe do presidente está trabalhando incansavelmente para garantir que as empresas petrolíferas possam investir na infraestrutura petrolífera da Venezuela. Fiquem atentos”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, em um comunicado. A notícia foi divulgada inicialmente pela Bloomberg.

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Na semana passada, o Departamento do Tesouro emitiu uma licença geral que permitiu que empresas americanas comprassem, vendessem, transportassem e refinassem petróleo bruto venezuelano, entre outras atividades. Mas essa licença não incluía a produção upstream. Anteriormente, as empresas estavam proibidas de realizar essas atividades devido às sanções americanas.

O governo venezuelano também aprovou, na semana passada, reformas para reduzir o controle estatal sobre a indústria petrolífera e conceder mais autonomia às empresas privadas.

A resposta da indústria petrolífera ao investimento na Venezuela tem sido mista.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, disse a Trump na Casa Branca, em 9 de janeiro, que o país precisa de grandes reformas e é “inviável para investimentos” sob o sistema atual. A Exxon já teve seus ativos confiscados duas vezes pelo governo em Caracas.

Empresas privadas de exploração e extração de petróleo de xisto, de menor porte, demonstraram mais entusiasmo com o potencial da nação sul-americana.

O CEO da Chevron, Mike Wirth, disse à CNBC na semana passada que a empresa pode aumentar a produção na Venezuela em 50% nos próximos 18 a 24 meses, com a aprovação dos Estados Unidos. Atualmente, a Chevron produz cerca de 250 mil barris por dia no país sul-americano.

A Venezuela é membro fundador da OPEP e acredita-se que possua as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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