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Petróleo fecha em queda de 2% com sinalizações de EUA e Irã antes de encontro
Publicado 05/02/2026 • 17:33 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 05/02/2026 • 17:33 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Pixabay
Plataforma de petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa de mais de 2% nesta quinta-feira (5), em uma sessão marcada pelas sinalizações diplomáticas de Washington e Teerã. O acirramento do conflito entre os dois países nos últimos dias aumentou os prêmios de risco da commodity.
Por sua vez, com a desescalada e possíveis negociações, inclusive potencialmente envolvendo questões nucleares, a tendência foi revertida.
O petróleo WTI para março negociado na Nymex fechou em baixa de 2,84% (US$ 1,85), a US$ 63,29 (cerca de R$ 347,95, na cotação atual) o barril. Já o Brent para abril, negociado na ICE de Londres, recuou 2,83% (US$ 1,91), a US$ 67,55 (R$ 371,37) o barril.
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Trump voltou a dizer que as negociações estão em andamento com o Irã. Representantes dos dois países devem se reunir nesta sexta-feira (6), em Omã, por volta das 10h (horário local), de acordo com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Washington também confirmou o diálogo, após impasses nesta semana sobre o local das negociações — o que gerou temores de que o encontro poderia não ocorrer.
Interrupções no fornecimento e riscos geopolíticos manterão os preços elevados no primeiro trimestre, avalia a Eurasia. Os principais fatores são interrupções inesperadas, especificamente no Cazaquistão e nos Estados Unidos, e o alto nível de tensão entre Washington e Teerã. Se os preços permanecerem altos, a Opep+ provavelmente aumentará a produção no segundo trimestre, projeta.
A produção dos EUA se recuperará da crise de inverno, mas está a caminho de se estabilizar ou cair ligeiramente em 2026. Após manter níveis recordes em 2025, aproximando-se de 14 milhões de bpd (barril por dia), os EUA provavelmente verão seu nível de produção estagnar próximo à média de 13,4 a 13,5 milhões de bpd, à medida que o período prolongado de preços baixos desacelera o investimento, diz a consultoria.
Já a Capital Economics avalia que a produção do Cazaquistão deverá se recuperar, o que ajudará a pressionar os preços para perto de US$ 50 (R$ 274,89) até o final de 2026.
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