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China amplia estoques estratégicos de minério de ferro e mantém preços próximos de US$ 110
Publicado 24/03/2026 • 19:36 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 24/03/2026 • 19:36 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A estratégia da China de formar estoques estratégicos de minério de ferro, independentemente das tensões geopolíticas globais, tem sustentado os preços da commodity em torno de US$ 110 (aproximadamente R$ 575,30), afirmou Ricardo Martins, presidente da Abimetal, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que a recente valorização não é um reflexo direto de conflitos recentes, mas sim de um planejamento chinês prévio: “A China tem feito um acúmulo de estoques desde o começo do ano e isso fez o minério subir nas últimas cotações. Isso não representa aumento de produção, é um estoque estratégico que ela estava montando e já era teoricamente esperado, sem relação com a guerra atual”.
Apesar da estabilidade relativa do minério, o setor enfrenta o desafio da alta de 16% nos custos logísticos internacionais. “Tudo aquilo que tem se falado em termos de aumento do frete vai ter uma repercussão, não tem dúvida nenhuma. A situação da cadeia do aço já era complicada, com a produção de fevereiro sendo 5,7% menor que no ano passado, embora as exportações tenham saltado 57% no período”, pontuou.
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Siga o Times | CNBCA mudança na economia chinesa, com o foco migrando do setor imobiliário para a produção de veículos elétricos, também redesenha o mercado global de metais. “O governo chinês mudou a estratégia para carros elétricos e já sentimos essa invasão no Brasil. Além disso, a China apresentou cotas para exportação de 300 itens siderúrgicos, sinalizando que quer elevar os preços após anos praticando valores baixos no mercado mundial”, analisou.
No cenário doméstico, a indústria brasileira lida com a compressão de margens e a incerteza que retrai o consumo de aço. “A cadeia do aço sofre bastante com a falta de demanda devido aos juros e, agora, à incerteza gerada pela guerra, que deve trazer uma queda de demanda mundial. Não vejo possibilidade de aumento nos preços do aço para o consumidor, apesar de estarmos com margens muito diminuídas”.
Mesmo com os custos de energia e transporte pressionados, a siderurgia nacional mantém sua posição de destaque pela eficiência produtiva e sustentabilidade. “Nossa siderurgia é extremamente competitiva e investe muito em energia eólica e sustentável. O grande problema mundial continua sendo competir com os preços subvalorizados que a China pratica para escoar seu excedente de 200 milhões de toneladas”.
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