O programa Cripto Brasil desta semana destacou o cenário de volatilidade do bitcoin, que registrou quedas acentuadas. O comentarista Rodrigo Batista atribuiu o pessimismo recente à indicação de Kevin Warsh para o Fed, sinalizando a manutenção de juros altos nos Estados Unidos, o que drena a liquidez de ativos de risco.
Somente no último fim de semana, o mercado registrou US$ 2,5 bilhões (R$ 13,2 bilhões) em liquidações, um volume atípico que reflete a mudança no humor dos investidores.
O fator Trump e a economia das stablecoins
Um dos pontos centrais foi o depoimento de Donald Trump reforçando seu plano de manter os EUA como a “capital mundial das criptomoedas”.
Trump destacou a sanção da Lei Genius e a importância geopolítica de liderar esse mercado. Rodrigo Batista levantou questões sobre conflitos de interesse, visto que a stablecoin ligada à família Trump, a USG1, superou a marca de US$ 5 bilhões (R$ 26,5 bilhões) em circulação.
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“A expectativa é que, ao final do governo, ele tenha feito mais dinheiro com criptoativos do que em toda a sua vida na indústria imobiliária”, afirmou Batista.
Eficiência no câmbio e pagamentos globais
O programa recebeu Márcio Souza, CTO da TCR Finance, que detalhou como a tecnologia blockchain está transformando os pagamentos internacionais. A plataforma utiliza a rede para garantir transparência e reduzir custos para empresas que operam no mercado de câmbio, combinando a agilidade cripto com o sistema bancário tradicional.
Sobre a queda recente, Souza destacou que o bitcoin recuou de US$ 126 mil (R$ 667 mil) em outubro de 2025 para os atuais US$ 75 mil (R$ 397 mil), uma correção de aproximadamente 40%. Ele observou que os ETFs de bitcoin, antes motores de alta, tornaram-se fontes de pressão vendedora, com 62% do capital investido nesses fundos operando no prejuízo.
Cripto no cotidiano: compras e patrocínios
No quadro de dúvidas, o programa explicou a viabilidade de comprar bens como carros utilizando criptoativos. Embora o bitcoin funcione melhor como reserva de valor, as stablecoins (pareadas ao dólar ou ao real) surgem como a alternativa mais prática para pagamentos, devido à menor volatilidade e facilidade de conversão para a liquidação tributária em moeda local.
A popularização do setor também avança via esportes. A MoonPay anunciou patrocínio aos X Games, premiando atletas como o snowboarder Mark McMorris diretamente em cripto. O movimento segue os passos da Cripto.com, que já consolida sua marca na Fórmula 1 e em grandes eventos publicitários globais.
Análise do investidor
Apesar da correção, Márcio Souza mantém uma visão positiva para o médio prazo, citando que o índice de sentimento do mercado está em níveis de “medo extremo” (patamar 14), o que historicamente representa oportunidades de compra.
“Não é momento para pânico. Para quem quer entrar ou aumentar a exposição, é um excelente ponto, desde que se evite a alavancagem neste cenário de alta volatilidade”, concluiu o CTO.
O programa Cripto Brasil vai ao ar toda quarta-feira, às 14h30 (horário de Brasília), no Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
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