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IGP-DI sobe 0,20% em janeiro com pressão de preços ao consumidor e construção
Publicado 06/02/2026 • 08:34 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/02/2026 • 08:34 | Atualizado há 4 horas
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Foto: Reprodução/Unsplash.
IGP-DI registra alta de 0,20% em janeiro, após 0,10% em dezembro
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,20% em janeiro de 2026, após registrar alta de 0,10% em dezembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo FGV IBRE. Com o resultado, o índice acumula avanço de 0,20% no ano e queda de 1,11% em 12 meses. Em janeiro de 2025, o indicador havia subido 0,11% e acumulava alta de 7,27% em 12 meses.
De acordo com o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o desempenho do IGP-DI em janeiro foi influenciado principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acelerou para 0,59%, além do avanço do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou estabilidade no resultado geral.
O IPC avançou 0,59% em janeiro, acima da taxa de 0,28% registrada em dezembro. A aceleração refletiu reajustes nas tarifas de ônibus urbano, aumentos nas taxas de água e esgoto residencial e elevações sazonais nos preços do ensino formal.
Entre as oito classes de despesa que compõem o IPC, cinco apresentaram avanço: Transportes subiu de 0,38% para 1,18%; Alimentação passou de 0,13% para 0,70%; Saúde e Cuidados Pessoais avançou de 0,07% para 0,46%; Despesas Diversas foi de 0,08% para 0,23%; e Habitação subiu de 0,20% para 0,23%. Em sentido oposto, Vestuário recuou de 0,27% para -0,62%, enquanto Comunicação ficou estável e Educação, Leitura e Recreação manteve variação próxima à do mês anterior.
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O IPA registrou estabilidade em janeiro, refletindo a acomodação dos preços ao produtor após leve alta no mês anterior. No detalhamento por estágios de processamento, os Bens Finais recuaram 0,22%, revertendo a alta de 0,08% observada em dezembro.
O grupo de Bens Intermediários subiu 0,76% em janeiro, após alta de 0,12% no mês anterior, com influência dos combustíveis e insumos industriais. Já as Matérias-Primas Brutas caíram 0,36%, intensificando o recuo frente à taxa de -0,06% registrada em dezembro. Apesar da estabilidade geral, houve avanço nos preços de produtos industriais, com destaque para minerais metálicos, como o minério de ferro.
O INCC subiu 0,72% em janeiro, acima da taxa de 0,21% registrada em dezembro. O resultado foi puxado principalmente pela aceleração do custo da mão de obra, que avançou 1,22%, refletindo reajustes salariais associados ao aumento do salário mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte.
Os custos de Materiais e Equipamentos passaram de 0,15% para 0,35%, enquanto Serviços avançaram de 0,14% para 0,49%, reforçando a pressão dos custos no setor da construção.
O Núcleo do IPC avançou 0,52% em janeiro, acima dos 0,33% registrados em dezembro. Dos 85 itens que compõem o índice, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo por apresentarem variações extremas.
O Índice de Difusão do consumidor, que mede a proporção de itens com variação positiva, atingiu 71,29%, alta de 10 pontos percentuais em relação a dezembro. O dado indica maior disseminação dos aumentos de preços ao consumidor, fator que contribuiu para a aceleração do IGP-DI no início de 2026.
O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) mede a variação de preços em diferentes etapas da economia, do atacado ao consumidor final e à construção civil. Calculado pela FGV IBRE, o índice combina preços ao produtor, ao consumidor e custos da construção, funcionando como um termômetro amplo da inflação. Ele é acompanhado por empresas, analistas e formuladores de política econômica por indicar pressões de custo que afetam contratos, investimentos e a dinâmica de preços no país.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) acompanha a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias, refletindo diretamente o custo de vida. Já o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) mede os preços no atacado, incluindo matérias-primas, bens intermediários e produtos industriais, captando pressões de custo ao longo da cadeia produtiva que podem ser repassadas ao consumidor nos meses seguintes.
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