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Artemis 2 aposta em projeto antigo e tecnologia herdada para tentar acelerar retorno à Lua
Publicado 06/02/2026 • 12:53 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/02/2026 • 12:53 | Atualizado há 4 horas
Divulgação / Nasa
A missão Artemis 2, que levará astronautas novamente ao entorno da Lua, será realizada com uma arquitetura concebida há mais de uma década e baseada em tecnologias desenvolvidas ainda na era dos ônibus espaciais, nos anos 1970.
A opção por soluções já testadas reduz incertezas técnicas, mas cobra um preço elevado: custos bilionários, extrema complexidade operacional e um ritmo de avanços considerado lento diante da atual corrida espacial.
O projeto é liderado pela NASA e tem como pilares o foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion.
A origem dessa arquitetura remonta ao programa Constellation, lançado em 2005 após o acidente do ônibus espacial Columbia. A tragédia levou a agência a redesenhar seu plano tripulado, culminando na aposentadoria dos ônibus espaciais em 2011 e na busca por um novo sistema capaz de levar humanos além da órbita terrestre baixa.
O Constellation previa os foguetes Ares 1 e Ares 5, a cápsula Orion e um módulo lunar chamado Altair, numa releitura ampliada do programa Apollo. Problemas crônicos de financiamento inviabilizaram o plano.
Já sob a presidência de Barack Obama, a Nasa cancelou o programa e priorizou parcerias comerciais e uma futura missão a Marte, decisão que provocou reação política em estados fortemente ligados à indústria aeroespacial, como Alabama e Texas.
Em 2011, o Congresso interveio e resgatou parte do projeto: o Ares 5 deu origem ao SLS, a Orion foi mantida e passou a operar com módulo de serviço desenvolvido junto à Agência Espacial Europeia. O Ares 1 e o Altair foram abandonados.
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Por anos, SLS e Orion avançaram sem missão definida. A virada veio em 2017, no início do governo Donald Trump, com a criação do programa Artemis e o retorno oficial à Lua.
O desenvolvimento do SLS, liderado pela Boeing, arrastou-se até 2022, quando o foguete voou pela primeira vez. Até então, o projeto já havia consumido mais de US$ 30 bilhões, com custo estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões por lançamento.
O veículo utiliza motores herdados dos ônibus espaciais e enfrenta gargalos logísticos que limitam sua cadência a algo próximo de um voo a cada dois anos. Ainda assim, ao decolar do Centro Espacial Kennedy em novembro de 2022, tornou-se o foguete operacional mais poderoso do mundo.
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Os desafios continuam. A Artemis 1 sofreu atrasos por vazamentos de combustível e, mais recentemente, testes da Artemis 2 voltaram a registrar problemas semelhantes, levando a Nasa a adiar o lançamento inicialmente previsto para fevereiro.
Se os defeitos persistirem, o foguete poderá retornar ao prédio de montagem, ampliando ainda mais o calendário.
Enquanto isso, veículos privados ganham espaço. O Starship, da SpaceX, promete desempenho superior ao do SLS. O New Glenn, da Blue Origin, avança com proposta operacional mais ágil.
Esse cenário levanta dúvidas sobre a longevidade do SLS em missões lunares futuras.
A cápsula Orion é vista como mais flexível. Parcialmente reutilizável, pode ser adaptada para voar em foguetes como o Falcon Heavy e o Vulcan.
Mesmo assim, enfrenta desafios técnicos. Na Artemis 1, seu escudo térmico apresentou desgaste inesperado durante a reentrada. Após novos testes, a Nasa afirma estar confiante para a Artemis 2, desde que a cápsula siga uma trajetória diferente. Para missões futuras, o componente deverá ser redesenhado.
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Todos esses obstáculos se acumulam numa corrida cada vez mais apertada. A China planeja realizar um pouso lunar tripulado até 2030.
Do lado americano, a Artemis 3, hoje prevista para 2028, é a grande aposta, embora poucos considerem o prazo realista. O módulo de pouso Starship ainda está em desenvolvimento, alternativas da Blue Origin seguem indefinidas e novos trajes lunares continuam sendo testados.
Se os atrasos do SLS se repetirem, a missão pode escorregar para 2029 ou além. Nesse cenário, prever quem chegará primeiro novamente à superfície lunar volta a ser, no mínimo, uma aposta arriscada para governos, investidores e para a própria indústria espacial.
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