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Sob pressão nuclear e crise interna, Irã encerra conversas indiretas com os EUA em Omã
Publicado 06/02/2026 • 12:43 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/02/2026 • 12:43 | Atualizado há 4 horas
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Divulgação / Ministério das Relações Exteriores de Omã / AFP
O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (à esquerda), junto dos enviados dos EUA para reunião em Omã
O governo do Irã informou na manhã desta sexta-feira (6) que as conversas indiretas entre o país e os Estados Unidos foram encerradas “por enquanto”, sem fornecer mais detalhes. As reuniões ocorreram em Omã, com o conteúdo das negociações ainda não esclarecido, enquanto Teerã mantém a posição de que as discussões devem se restringir à questão nuclear.
As delegações iraniana e americana compareceram separadamente ao palácio destinado às conversas com o ministro das Relações Exteriores do sultanato, Badr al-Busaidi. Após a saída dos veículos iranianos, um comboio ostentando a bandeira americana adentrou o local, permanecendo nos terrenos do palácio por aproximadamente uma hora e meia.
Diplomatas do Egito, Turquia e Catar apresentaram ao país persa uma proposta: interromper o enriquecimento de urânio por três anos, enviar o material enriquecido para fora do país e se comprometer a não iniciar o uso de mísseis balísticos. A Rússia manifestou disposição para receber o urânio iraniano, mas Ali Shamkhani, figura influente na política iraniana, declarou que remover o urânio do país não seria uma opção viável.
Leia também: Omã confirma que mediou conversas indiretas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear de Teerã
Entretanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou na quarta-feira (4) a necessidade de incluir todas essas questões nas negociações. Ele acredita que a teocracia do Irã está atualmente em seu ponto mais fraco desde a Revolução Islâmica de 1979, devido aos protestos nacionais do mês passado, que representaram o maior desafio ao governo do Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Desde os ataques aéreos realizados por EUA e Israel em junho do ano passado, o Irã tem se concentrado em reparar rapidamente várias instalações de mísseis balísticos danificadas, enquanto os reparos em grandes instalações nucleares têm sido limitados. Esta discrepância, conforme mostram imagens de satélite analisadas pelo The New York Times, sugere quais são as prioridades militares do país persa neste momento.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta sexta-feira que as preocupações em relação ao Irã são “muito, muito altas” entre líderes da região.
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