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Gigantes de tecnologia devem investir US$ 700 bilhões em IA em 2026
Publicado 06/02/2026 • 20:20 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/02/2026 • 20:20 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Pexels.
Fachada Microsoft.
As gigantes de tecnologia Alphabet, Microsoft, Meta e Amazon devem investir quase 700 bilhões de dólares (cerca de R$ 3,73 trilhões) em 2026, com o objetivo de acelerar suas expansões no campo da inteligência artificial (IA).
Para investidores que priorizam o fluxo de caixa, alguns sinais de alerta começam a surgir.
Com a temporada de resultados das empresas de tecnologia se aproximando do fim, Wall Street tem uma visão mais clara sobre como a corrida pela IA vai acelerar nos próximos anos. Em 2026, essas quatro empresas devem aumentar seus investimentos em capital em mais de 60% em relação aos níveis de 2025, enquanto adquirem chips caros, constroem grandes centros de dados e compram a infraestrutura necessária para interconectar tudo.
Esse aumento nos investimentos exigirá sacrifícios no fluxo de caixa. No ano passado, as quatro maiores empresas de internet dos EUA geraram juntas cerca de 200 bilhões de dólares (R$ 1,06 trilhão) em fluxo de caixa livre, uma queda em relação aos 237 bilhões de dólares (R$ 1,26 trilhão) de 2024.
A queda mais significativa no fluxo de caixa pode ocorrer no futuro, à medida que as empresas fazem grandes investimentos iniciais, prometendo retornos de longo prazo. Isso significa margens mais apertadas, menor geração de caixa no curto prazo e a possibilidade de precisar buscar mais recursos nos mercados de ações e de dívida. A Alphabet, por exemplo, vendeu 25 bilhões de dólares (cerca de R$ 133,25 bilhões) em títulos em novembro, e sua dívida de longo prazo quadruplicou em 2025, atingindo 46,5 bilhões de dólares (R$ 248,95 bilhões).
A Amazon, que anunciou uma previsão de 200 bilhões de dólares (R$ 1,06 trilhão) de investimento em 2026, prevê um fluxo de caixa livre negativo de quase 17 bilhões de dólares (R$ 90,5 bilhões) para 2026, segundo analistas do Morgan Stanley. Já os analistas do Bank of America projetam um déficit de até 28 bilhões de dólares (R$ 149,24 bilhões). Apesar de superar as expectativas de receita no trimestre, as ações da Amazon caíram quase 6% em um único dia, resultando em uma queda acumulada de 9% no ano. A Microsoft teve a maior queda entre as grandes empresas do setor, com uma desvalorização de 17%, enquanto Alphabet e Meta apresentaram leves altas.
Embora a Amazon tenha o plano de investimentos mais agressivo entre as megacaps, a Alphabet não fica muito atrás. A empresa, que está focada em expandir sua infraestrutura de nuvem e desenvolver seus modelos de IA Gemini, deve investir até 185 bilhões de dólares (R$ 985,05 bilhões) em 2026. Alguns analistas, como Brian Nowak, do Morgan Stanley, projetam que os gastos da Alphabet podem chegar a 250 bilhões de dólares (R$ 1,33 trilhão) até 2027.
A Pivotal Research estima que o fluxo de caixa livre da Alphabet vai cair quase 90% este ano, para 8,2 bilhões de dólares (R$ 43,7 bilhões), em comparação aos 73,3 bilhões de dólares (R$ 390,6 bilhões) registrados em 2025. Analistas do Mizuho alertam que o aumento significativo nos gastos de capital pode limitar o fluxo de caixa livre em 2026, tornando os retornos de investimento incertos.
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Mesmo com esses desafios, a maioria dos analistas permanece otimista e mantém suas recomendações de compra para as ações das empresas. Jake Dollarhide, CEO da Longbow Asset Management, também compartilha dessa visão positiva. Ele considera a Amazon sua maior participação, seguida pela Alphabet e Microsoft em seu portfólio.
“Se você está investindo tanto dinheiro em IA, é esperado que seu fluxo de caixa livre diminua”, afirma Dollarhide. “Essas empresas terão que buscar uma combinação de financiamento por dívida e capital próprio para continuar suas expansões. É para isso que os CEOs e CFOs recebem grandes salários.”
Algo que tem gerado surpresa é o fato de que analistas do Barclays preveem uma queda de quase 90% no fluxo de caixa livre da Meta. A empresa de mídia social anunciou que seus investimentos de capital em 2026 chegarão a até 135 bilhões de dólares (R$ 719,55 bilhões). A Meta também enfrenta uma previsão de fluxo de caixa livre negativo para os próximos anos, o que pode ser preocupante para investidores.
A prioridade da Meta, segundo sua CFO, Susan Li, é investir recursos para se posicionar como líder no setor de IA. Na Microsoft, os investimentos também estão crescendo, mas de forma mais gradual. O Barclays projeta uma queda de 28% no fluxo de caixa livre da Microsoft este ano, com uma recuperação prevista para 2027.
Uma vantagem significativa das grandes empresas de tecnologia em comparação com startups de IA, como OpenAI e Anthropic, é que elas acumulam grandes quantias em caixa. No final do último trimestre, as quatro líderes do setor somavam mais de 420 bilhões de dólares (R$ 2,24 trilhões) em caixa e equivalentes.
Analistas do Deutsche Bank, ao analisarem a Alphabet, destacam que a expansão de sua infraestrutura está criando uma “muralha significativa”. Esse sentimento é compartilhado por muitos executivos e especialistas da indústria, que veem a IA como uma oportunidade de longo prazo, com receitas projetadas para alcançar trilhões de dólares.
Hoje, empresas estão testando e desenvolvendo novos agentes de IA para diversas tarefas, como criar aplicativos com apenas alguns comandos de texto. Esse avanço exige uma enorme capacidade computacional, o que, segundo provedores de nuvem, está gerando uma demanda sem precedentes por sua tecnologia.
“Tudo o que está acontecendo no mundo dos negócios e nas empresas está sendo construído em cima de tecnologias de IA, como as oferecidas por Google, Meta e Amazon”, afirmou Daniel Newman, CEO do Futurum Group, em entrevista à CNBC. “Essas são tecnologias essenciais.”
Brian Nowak, do Morgan Stanley, observa que a Alphabet está vendo sinais positivos de retorno em áreas como Google Cloud, pesquisa no Google e YouTube. O CEO da Amazon, Andy Jassy, também comentou que o crescimento na Amazon Web Services foi “o mais rápido que vimos em 13 trimestres”.
No entanto, ainda há muitas incógnitas, e alguns céticos temem que um erro da OpenAI, que já anunciou contratos de IA no valor de 1,4 trilhão de dólares (R$ 7,46 trilhões), possa afetar negativamente o mercado, dado que grande parte das perspectivas de crescimento da indústria estão ligadas à criadora do ChatGPT.
“A verdade é que estamos apenas no começo de uma nova revolução tecnológica, e é muito difícil prever a sustentabilidade a longo prazo”, disse Michael Nathanson, cofundador da empresa de pesquisa em ações MoffettNathanson. “Estamos entrando em uma nova era, e prever o crescimento das receitas ficou muito mais complicado. As surpresas estão por vir.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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