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Por que as medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 valem mais do que nunca?
Publicado 08/02/2026 • 18:10 | Atualizado há 2 meses
Publicado 08/02/2026 • 18:10 | Atualizado há 2 meses
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Andrea Pattaro/AFP
Medalhas de ouro, prata e bronze dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
A escalada recente dos preços do ouro e da prata transformou as medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 nas mais caras já produzidas em termos de valor dos metais. O movimento acontece num momento em que investidores globais tratam commodities metálicas como ativo de proteção, impulsionando cotações para máximas históricas.
Nos últimos 12 meses, o ouro acumulou alta superior a 70%, negociado perto de US$ 4.950 por onça, enquanto a prata avançou ainda mais, com salto de 143%, rondando US$ 76 por onça. Essa combinação inflou o custo básico das medalhas, ainda que o prestígio olímpico continue sendo, de longe, o maior componente de valor.
Leia também: Jogos de Inverno de Milão 2026 viram aposta do luxo para recuperar vendas e conquistar a Gen Z
As medalhas são produzidas pela Casa da Moeda italiana, usando metal reciclado de resíduos industriais próprios, segundo os organizadores. Todas têm 80 mm de diâmetro e 10 mm de espessura, mas mudam bastante na composição.
Com os preços atuais, o conteúdo metálico de uma medalha de ouro passa de US$ 2.000, enquanto a de prata se aproxima de US$ 1.400. Já a de bronze, feita basicamente de cobre, não chega a US$ 6, uma diferença que ajuda a explicar por que o pódio tem pesos tão distintos também no bolso.
Para o mercado, isso cria uma curiosa vitrine: nunca o valor “industrial” das medalhas esteve tão próximo do radar dos investidores.
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A abertura dos Jogos contou com apresentação do tenor Andrea Bocelli e teve como porta-bandeira dos Estados Unidos a patinadora Erin Jackson. Para patrocinadores e marcas globais, o evento funciona como uma passarela de luxo para narrativas ligadas a excelência, inovação e, agora, até commodities.
Embora a maioria dos atletas guarde suas conquistas como troféus pessoais, há casos famosos de vendas em leilões que superaram com folga o valor do metal.
O mergulhador Greg Louganis revelou ter leiloado três medalhas por mais de US$ 430 mil para financiar uma mudança de país. Já o nadador Ryan Lochte, dono de 12 medalhas olímpicas, vendeu recentemente três ouros por cerca de US$ 385 mil.
Esses números deixam claro que, no mercado secundário, a cotação segue outra lógica: escassez, história e status esportivo pesam mais do que gramas de metal.
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Com mais de mil medalhas distribuídas entre Olimpíada e Paralimpíada, Milão-Cortina 2026 entra para a história não apenas pelo espetáculo esportivo, mas também como reflexo de um ciclo global de commodities em ebulição.
Para millennials acostumados a ver ouro e prata dominarem manchetes de investimentos, o pódio deste ano funciona quase como um gráfico em três dimensões: cada medalha carrega não só suor e treino, mas também a fotografia exata de um mercado que segue em modo de alta.
(*com informações da Fox News e Yahoo Sports)
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