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Avanço da IA acelera troca de comando em grandes empresas dos EUA
Publicado 26/03/2026 • 18:53 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/03/2026 • 18:53 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Dois importantes executivos dos Estados Unidos afirmaram que a ascensão da inteligência artificial influenciou diretamente suas decisões de deixar o comando de grandes empresas, sinalizando uma mudança na forma como lideranças corporativas encaram a nova fase tecnológica.
O CEO da Coca-Cola, James Quincey, declarou que sua saída está ligada às transformações estruturais impulsionadas pela IA. Segundo ele, a companhia entra em uma nova etapa que exige outro perfil de liderança. “É preciso montar o time certo para a próxima onda de crescimento”, afirmou, ao explicar que chegou à conclusão de que era o momento de passar o comando a outro executivo.
À frente da Coca-Cola desde 2017, Quincey será substituído pelo atual COO Henrique Braun no fim deste mês. O executivo destacou que a empresa avançou em um cenário anterior à IA generativa, mas agora enfrenta uma mudança significativa de paradigma.
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“Antes da IA generativa já havíamos avançado bastante, mas agora há uma transformação muito maior chegando”, disse. Para ele, a companhia precisa de alguém com energia para liderar uma nova fase de transformação.
A avaliação de Quincey se soma à do ex-CEO do Walmart, Douglas McMillon, que também relacionou sua saída ao avanço da tecnologia. Ele deixou o cargo após liderar a empresa desde 2014, sendo sucedido por John Furner em fevereiro.
Segundo McMillon, a próxima fase exigirá uma liderança capaz de conduzir transformações profundas baseadas em IA, o que influenciou sua decisão. “Eu poderia iniciar essa transformação, mas não conseguiria concluí-la”, afirmou.
O executivo destacou que começou a perceber, cerca de um ano antes de sair, o impacto que a IA teria no varejo, especialmente com o avanço do chamado comércio automatizado (agentic commerce) e novas experiências de compra baseadas em tecnologia.
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O Walmart já vem incorporando IA para otimizar sua cadeia de suprimentos, melhorar o atendimento ao cliente e ampliar eficiência operacional. Segundo McMillon, a tendência é que a empresa continue expandindo essas iniciativas.
“A equipe deve escalar o que já começou, construir novas soluções e usar a IA para transformar tudo”, afirmou.
Os movimentos reforçam uma percepção crescente entre líderes empresariais de que a transição para a era da inteligência artificial exige mudanças também no topo das organizações, com perfis mais alinhados à nova realidade tecnológica.
As declarações oferecem um retrato de como executivos estão reavaliando estratégias e lideranças diante de uma transformação que tende a redefinir modelos de negócio nos próximos anos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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