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Galípolo diz que Brasil atrai capital em meio a tarifas dos EUA e alerta para desafio da inflação
Publicado 09/02/2026 • 13:06 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/02/2026 • 13:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil continuou atraindo investimentos mesmo diante das incertezas provocadas por possíveis tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo ele, o país passou a ser percebido como uma economia relativamente menos exposta ao mercado americano e com maior diversidade de parceiros comerciais.
Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos, Galípolo destacou que a condição de grande exportador de commodities também contribui para esse posicionamento defensivo em cenários de escalada tarifária e de guerra comercial.
Para o chefe da autoridade monetária, apesar de ser difícil para investidores globais se afastarem de ativos americanos, especialmente em meio à valorização das bolsas de Nova York impulsionada pela inteligência artificial e à força do mercado de títulos públicos dos EUA tem crescido o uso de hedge cambial, o que tende a favorecer mercados emergentes.
Leia também: Galípolo diz que caso Banco Master expôs falhas de fiscalização e casamento de ativos
Galípolo avaliou ainda que a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados, ao reforçar a expectativa de uma condução técnica e atenta à estabilidade do dólar.
No mesmo encontro, o presidente do BC chamou atenção para a dificuldade de controlar a inflação no Brasil mesmo com taxas de juros historicamente superiores às de outros emergentes.
Segundo Galípolo, a economia tem mostrado resiliência, mas a convergência dos preços à meta permanece lenta, transformando o combate à inflação no principal desafio macroeconômico do momento.
Ele lembrou que, ao contrário do período do Plano Real, não existe hoje uma solução única capaz de destravar os canais de transmissão da política monetária.
Para ele, será necessário um ciclo contínuo de reformas estruturais, com engajamento da sociedade, para normalizar as condições fiscais e monetárias.
O painel de Estabilidade Financeira e Perspectivas para 2026 e 2027 contou também com a participação de Cassio Von Gal e do CEO da ABBC, Leandro Vilain. O debate revisitou episódios marcantes de 2025, como o caso do Banco Master, e discutiu os desafios para os próximos anos.
Galípolo ressaltou que a agenda de inovação seguirá avançando, com temas como open finance, inteligência artificial e ambiente prudencial no centro das discussões.
Para ele, a palavra-chave da política monetária continua sendo calibragem, com foco em uma abordagem cada vez mais integrada e eficiente para preservar a estabilidade financeira e sustentar o crescimento econômico.
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