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Galípolo diz que caso Banco Master expôs falhas de fiscalização e casamento de ativos
Publicado 09/02/2026 • 12:28 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/02/2026 • 12:28 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que a liquidação extrajudicial do Banco Master revelou fragilidades relevantes no sistema financeiro e reforçou a necessidade de mecanismos de enforcement para garantir o correto casamento entre ativos e passivos das instituições.
A declaração foi feita durante um painel sobre Estabilidade Financeira organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Segundo Galípolo, a regulação não impede bancos de captar recursos por meio de instrumentos com taxas superiores ao CDI.
Para ele, esse fator isoladamente não justificaria a intervenção. O problema central, afirmou, estava na composição dos ativos da instituição.
Leia também: FGC acelera pagamentos do caso Master; mais de 170 mil investidores seguem sem receber
Galípolo explicou que, ao longo de 2024, o Banco Master passou a enfrentar questionamentos sobre credibilidade e dificuldades de captação, o que acabou pressionando sua liquidez.
Segundo ele, no fim daquele ano, a diretoria de fiscalização do BC convocou a administração do banco para assinar um termo de comparecimento que concedia seis meses para corrigir falhas em liquidez, governança e patrimônio.
Em janeiro de 2025, o então diretor de fiscalização Ailton de Aquino Santos passou a levantar dúvidas sobre operações de negociação de carteiras realizadas pelo banco. Na avaliação de Galípolo, a venda de ativos seria a resposta natural para reforçar a liquidez. O que chamou atenção foi a formação de novas carteiras no meio da crise.
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Em fevereiro, o Banco Central criou um grupo específico para aprofundar as diligências. O Master apresentou uma primeira versão de seu parecer de liquidez, mas a área técnica não encontrou evidências da existência das carteiras informadas.
Segundo Galípolo, foi nesse momento que a fiscalização sinalizou de forma mais contundente os riscos, classificando a reação inicial como um “cartão amarelo” para a instituição.
A liquidação extrajudicial acabou sendo decretada em novembro de 2025, após a conclusão das apurações. Na ocasião, o banco mantinha cerca de R$ 4 bilhões em caixa, mas acumulava mais de R$ 120 bilhões em obrigações vinculadas a certificados de depósito bancário.
No mesmo evento, Galípolo agradeceu ao governo federal por defender publicamente a autonomia do Banco Central e da Polícia Federal durante as investigações relacionadas ao caso.
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