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CNBCOracle sobe 9% enquanto setor de tecnologia tenta se recuperar de perda de US$ 1 trilhão

UP MarKet Danni Rudz

Óculos, poder e mercado: o episódio que colocou a iVision Tech no radar global

Publicado 09/02/2026 • 22:49 | Atualizado há 4 horas

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Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

KEY POINTS

  • Ações da italiana iVision Tech chegaram a subir 5,6% após Emmanuel Macron aparecer em Davos usando óculos associados à marca.
  • A valorização ocorreu sem anúncio oficial de parceria, impulsionada apenas por associação visual e movimento especulativo.
  • Caso reforça como imagem, prestígio institucional e tecnologia podem influenciar expectativas e gerar volatilidade no mercado.

Uma aparição aparentemente despretensiosa chamou a atenção do mercado financeiro internacional durante a participação do presidente francês Emmanuel Macron no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Ao subir ao palco usando óculos de sol tecnológicos, Macron provocou uma reação imediata nas bolsas europeias: as ações da empresa italiana iVision Tech, apontada como fabricante do modelo utilizado, chegaram a subir 5,6% em poucas horas.

O episódio ocorreu durante um dos eventos mais observados do calendário global. O Fórum Econômico Mundial reúne, anualmente, chefes de Estado, CEOs das maiores corporações do mundo, líderes financeiros, investidores e formadores de opinião.

Tudo o que acontece ali, discursos, gestos e até escolhas visuais, é analisado com lupa por governos e mercados.

A iVision Tech é uma empresa italiana especializada em soluções ópticas avançadas, com foco em:

  • Óculos tecnológicos
  • Integração entre design, inovação e funcionalidade
  • Aplicações que vão além da estética, aproximando moda e tecnologia

Segundo a imprensa europeia especializada em economia e mercado financeiro, os óculos usados por Macron foram associados a um modelo desenvolvido pela empresa, o que levou investidores a enxergarem o acessório como um possível sinal de prestígio institucional e validação indireta da tecnologia.

A reação do mercado foi uma leitura imediata:

  • Usado por um chefe de Estado
  • Em um palco global
  • Associado a inovação e tecnologia

Resultado: forte movimento especulativo e valorização expressiva dos papeis da empresa.

No entanto, diante da alta repentina e da ausência de qualquer anúncio oficial de parceria, fornecimento ou endosso institucional, o ativo acabou sendo temporariamente suspenso, seguindo os protocolos das bolsas europeias para conter oscilações atípicas.

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Imagem como ativo estratégico

O caso ilustra um fenômeno cada vez mais presente na economia contemporânea: a força da imagem como ativo de mercado.

Não houve comunicado, contrato divulgado ou fala pública sobre a empresa. Nenhuma palavra foi dita.

Ainda assim, a simples associação visual foi suficiente para:

  • Mover investidores
  • Criar expectativa
  • Gerar volatilidade

Em ambientes de alta visibilidade, como Davos, a imagem comunica antes da palavra.

A escolha de acessórios por líderes globais deixou de ser apenas estética. Ela passa a refletir:

  • Posicionamento institucional
  • Abertura à inovação
  • Sinais sutis de alinhamento com o futuro tecnológico

Óculos, relógios e dispositivos vestíveis tornam-se, assim, símbolos silenciosos de poder, modernidade e influência.

O episódio envolvendo Emmanuel Macron e a iVision Tech não é apenas uma curiosidade de mercado. Ele revela como, no cenário atual, imagem, luxo, tecnologia e poder caminham juntos, capazes de impactar mercados financeiros em questão de horas.

Em um mundo hiperconectado, cada detalhe é gatilho, especialmente quando observado do palco mais influente da economia global.

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