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Versace aposta em novo diretor criativo para reposicionar a marca no luxo
Publicado 06/02/2026 • 14:18 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 06/02/2026 • 14:18 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
STEPHANE DE SAKUTIN/AFP
A Versace anunciou a chegada do estilista belga Peter Mulier à direção criativa da grife, em um movimento calculado para reforçar o valor simbólico da marca e reposicionar seu portfólio no mercado de luxo global. A decisão ocorre meses após a aquisição da casa italiana pelo grupo Prada, em uma operação superior a € 1 bilhão.
O tema foi analisado no programa Real Time pela especialista em mercado de luxo Danni Rudz, que classificou a escolha como previsível - e estratégica.
“O mercado já esperava esse movimento, e ele foi extremamente bem calculado”, afirmou.
Segundo a analista, Mulier construiu reputação internacional ao se tornar sucessor direto de Azzedine Alaïa, desenvolvendo uma estética marcada pelo rigor formal, minimalismo e construção arquitetônica das peças - características que lhe renderam o apelido de “arquiteto do corpo”.
Formado em arquitetura, o novo diretor criativo da Versace passou por maisons como Jil Sander, Dior e Calvin Klein, além de ter atuado como assistente de Raf Simons - trajetória que, segundo Danni, reforça seu perfil contemporâneo e conceitual.
A missão, no entanto, não será simples.
“A Versace tem uma identidade muito forte, exuberante, sensual, com cores intensas e símbolos marcantes, muito ligada à personalidade da Donatella Versace”, observou.
Leia também: Prada finaliza compra da Versace após anos de negociações
De acordo com a especialista, o grande desafio de Mulier será equilibrar esse DNA maximalista da casa italiana com uma leitura mais depurada - aproximando a grife de um posicionamento mais próximo ao das maisons de design autoral, sem diluir seus códigos históricos.
“A ideia é elevar o posicionamento da marca, aumentar o equity e responder às expectativas dos investidores, especialmente agora sob o guarda-chuva do grupo Prada”, afirmou.
Hoje, acrescenta Danni, a Versace é frequentemente percebida como uma marca de “luxo de entrada”, fortemente associada ao lifestyle e a linhas mais acessíveis dentro do portfólio. A nova estratégia, portanto, busca recalibrar esse mix.
“A chegada do Mulier mira elevar o ticket médio, reforçar o design autoral e reposicionar a Versace em um patamar mais alto dentro do mercado de luxo”, explicou.
Para a analista, o movimento se alinha a estratégias vistas em outras casas italianas, como Armani e Valentino, que conseguiram combinar linhas mais comerciais com alta-costura e propostas criativas fortes.
“É uma estratégia de negócio sofisticada: você amplia mercado sem abrir mão da identidade central da marca”, concluiu.
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