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S&P altera perspectiva da Cosan de estável para negativa após crise na Raízen
Publicado 12/02/2026 • 22:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/02/2026 • 22:21 | Atualizado há 2 meses
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Divulgação Instagram/Cosan
Cosan
A agência de classificação de risco S&P Global alterou, nesta semana, a perspectiva do rating ‘BB’ da Cosan de estável para negativa. O movimento é um reflexo direto da crise na Raízen, joint venture da companhia com a Shell, que sofreu um rebaixamento severo para CCC+ na última segunda-feira (9).
A revisão acende um sinal de alerta para o grupo liderado por Rubens Ometto, evidenciando como os problemas operacionais e financeiros de uma controlada podem contaminar a percepção de risco da holding.
Segundo o relatório da S&P, a mudança de perspectiva baseia-se em dois pilares principais: o contágio de reputação, devido às incertezas sobre como a fragilidade da estrutura de capital da Raízen pode afetar a confiança do mercado em relação à Cosan; e a fragilidade na governança, com a agência destacando padrões de governança mais fracos, especialmente a falta de clareza nas políticas financeiras e de gestão da Raízen.
Apesar do tom de cautela, a S&P destacou que a Cosan adotou medidas preventivas para proteger seu caixa, considerando remoto o risco de uma “antecipação de dívida” no nível da holding devido a manobras financeiras recentes.
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Entre essas medidas estão a amortização estratégica, com a quitação antecipada de notas seniores (2029, 2030 e 2031) que continham cláusulas de cross-default; o isolamento de risco, já que a dívida remanescente no mercado local e os títulos perpétuos da companhia não possuem cláusulas que obrigariam pagamento imediato em caso de calote da Raízen; e a ausência de garantias, visto que a Cosan não atua como garantidora direta das dívidas da joint venture.
“Acreditamos que as chances de uma aceleração de pagamento de dívida no nível da Cosan são remotas”, afirmou a S&P em nota.
A perspectiva negativa indica que um rebaixamento efetivo da nota de crédito da Cosan pode ocorrer nos próximos meses caso a situação da Raízen se deteriore a ponto de exigir aportes emergenciais não planejados ou se o acesso da holding a novos créditos for dificultado pelo cenário adverso.
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