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O Dance Theatre of Harlem volta à França após 40 anos
Publicado 13/02/2026 • 10:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 13/02/2026 • 10:50 | Atualizado há 3 horas
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Dance Theatre of Harlem
Após 40 anos de ausência, o balé nova-iorquino Dance Theatre of Harlem, renomada companhia de balé profissional retorna à França com um espetáculo em cartaz até domingo (15) na Opéra National de Bordeaux, antes de apresentações em Paris, Lyon e Roubaix.
O show conta com 28 bailarinos e um repertório de obras clássicas e contemporâneas, tendo inspiração os valores da companhia fundada em 1969 nos Estados Unidos, logo após o movimento pelos direitos civis. O objetivo é “mostrar que o balé não é reservado a uma elite rica, com alto nível de educação ou que vive nos bairros nobres”, afirmou o coreógrafo da obra, Robert Garland nesta semana à AFP.
Os dançarinos majoritariamente afro-americanos sinalizam uma “busca por diversidade” e democratização. Além disso, as músicas escolhidas também transmitem essa necessidade, com repertórios de James Blake a Jean-Sébastien Bach, passando por Gaetano Donizetti, Stevie Wonder ou Radiohead.
Na mesma lógica, a coreografia focada em passos de jazz e movimentos inspirados no lindy hop, uma dança de salão estilo Swing Jazz nascida no Harlem nos anos 1920, se mesclam à gestualidade mais clássica do balé.
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O retorno à Europa ocorre em um momento de reposicionamento estratégico da companhia no circuito internacional, em que companhias buscam diversificar receitas por meio de turnês, coproduções e licenciamento de conteúdo.
Entre os destaques está “Firebird”, obra emblemática criada em 1982 a partir da música de Igor Stravinsky, que será apresentada com exclusividade em Paris. A peça incorpora elementos de afrofuturismo, conceito que conecta identidade negra e inovação, tendência crescente na indústria cultural e no entretenimento.
Segundo Garland, a inspiração vem de autores como Walter Mosley, cujas narrativas exploram desigualdades sociais e raciais, temas que também dialogam com o momento atual do mercado, cada vez mais atento a pautas sociais.
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Para o coreógrafo, artistas atuam como “precursores da evolução cultural e social”, reforçando o papel da cultura como ativo de soft power e influência global.
Esse posicionamento tem se refletido também em outras indústrias do entretenimento. Recentemente, a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, com forte valorização da identidade latino-americana, evidenciou como expressões culturais podem gerar impacto econômico e político, ainda que também despertem reações polarizadas.
Nesse contexto, a turnê do Dance Theatre of Harlem exemplifica como companhias tradicionais vêm se reposicionando para dialogar com novas audiências, transformando diversidade e identidade em ativos estratégicos no mercado global de cultura.
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