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Presidente do conselho da Copasa renuncia após ser citado em delações sobre esquema de propina na Aegea
Publicado 12/02/2026 • 21:42 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 12/02/2026 • 21:42 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A Copasa comunicou ao mercado, nesta quinta-feira (12), a renúncia de Hamilton Amadeo ao cargo de presidente do conselho de administração da companhia, com efeito imediato. A informação foi divulgada por meio de Fato Relevante.
A saída do executivo ocorre após a repercussão de delações relacionadas à Aegea, empresa da qual Amadeo foi presidente de 2011 até fevereiro de 2020.
Mais cedo, uma reportagem do UOL revelou que delações premiadas homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) indicam que a expansão da Aegea em concessões de água e esgoto teria contado com pagamentos de propina a agentes públicos para obtenção ou manutenção de contratos em seis estados e 20 municípios.
Leia também: Esquema de propina teria bancado avanço da Aegea em concessões de água e esgoto
Segundo a apuração, executivos e colaboradores ligados à companhia admitiram repasses ilícitos que teriam somado ao menos R$ 63 milhões entre 2010 e 2018. Os relatos constariam em anexos de acordos de colaboração premiada ainda sob sigilo.
Os depoimentos citam pagamentos em dinheiro, contratos fictícios e compra de imóveis e veículos, além de influência sobre órgãos de controle. Há menções a episódios em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, envolvendo repasses a conselheiros de tribunais de contas, prefeitos e intermediários políticos.
A reportagem também indica que Amadeo teria autorizado pagamentos durante o período em que comandava a Aegea e que aparece como um dos delatores do caso no STJ.
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Siga o Times | CNBCA própria empresa procurou autoridades em 2020 e firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal. Pelo acerto, a Aegea aceitou pagar R$ 439 milhões à União, em 15 parcelas anuais corrigidas pelo IPCA, além de admitir irregularidades ocorridas antes de 2018.
Leia também: Acionistas da Aegea aprovam aumento de capital no total de R$ 1,2 bilhão
Após o acordo, a companhia reforçou sua estrutura societária. A Itaúsa tornou-se sócia da empresa e, posteriormente, a Aegea venceu blocos relevantes no leilão da Cedae, no Rio de Janeiro.
A citação ao nome de Amadeo ocorre em meio ao plano de privatização da Copasa, cuja venda está prevista por meio de oferta secundária de ações ainda no primeiro trimestre de 2026.
Procurada, a Aegea afirmou que o acordo de leniência trata de “circunstâncias anteriores a 2018, apuradas em investigações internas e independentes, compartilhadas voluntariamente com o MPF”, e que os impactos financeiros já estavam refletidos nas demonstrações da companhia.
Políticos mencionados nas delações negaram irregularidades. Os acordos de colaboração seguem sob sigilo e os desdobramentos cíveis e criminais permanecem em tramitação no Judiciário.
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