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OTAN descarta substituir proteção nuclear dos EUA e mantém dependência estratégica
Publicado 14/02/2026 • 19:20 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 14/02/2026 • 19:20 | Atualizado há 4 horas
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Pascal Rossigno/Reuters
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou neste sábado que os países europeus não pretendem substituir a proteção nuclear dos Estados Unidos, mesmo diante do aumento das discussões sobre autonomia militar no continente.
Segundo Rutte, qualquer debate sobre reforçar a dissuasão nuclear europeia deve ser visto como complementar, e não como alternativa à garantia americana.
“Todo o mundo reconhece que essa é a garantia definitiva”, disse durante a Conferência de Segurança de Munique.
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A declaração ocorre após o chanceler alemão, Friedrich Merz, confirmar que tem mantido conversas com a França sobre a dissuasão nuclear europeia. O Reino Unido também sinalizou avanço na cooperação com os franceses, as duas únicas potências nucleares do continente.
O movimento reflete um cenário de maior preocupação com a segurança regional, especialmente diante da guerra na Ucrânia e do temor de expansão das ações da Rússia para outros países europeus.
O tema ganhou força com a postura do governo dos Estados Unidos, que tem pressionado aliados europeus a assumirem maior responsabilidade pela defesa convencional.
Apesar disso, Washington mantém o compromisso com a proteção nuclear. Ainda assim, cresce entre lideranças europeias a preocupação sobre a previsibilidade da política externa americana, especialmente sob a gestão de Donald Trump.
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Um estudo apresentado na Conferência de Segurança de Munique listou cinco possíveis estratégias para o futuro da defesa nuclear na Europa:
O relatório alerta, porém, que nenhuma das opções é simples ou livre de riscos. Segundo os autores, não existe uma solução de baixo custo para o continente.
Para especialistas, o debate reflete uma mudança estrutural no cenário geopolítico. A combinação entre a ameaça russa e as incertezas sobre o papel dos Estados Unidos tem levado a Europa a reavaliar sua estratégia de defesa.
Ainda assim, no curto prazo, a dependência da proteção nuclear americana segue como a alternativa mais viável e considerada mais crível pelos analistas.
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