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Cargill fecha fábrica nos EUA e corta 221 empregos em meio à crise da carne
Publicado 14/02/2026 • 18:00 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 14/02/2026 • 18:00 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Reprodução / Instagram Cargill
A Cargill anunciou o fechamento definitivo de sua unidade de processamento de carne bovina em Milwaukee, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, com a eliminação de 221 empregos.
A decisão foi comunicada em documento oficial enviado ao Departamento de Desenvolvimento da Força de Trabalho de Wisconsin.
A produção será interrompida em meados de abril, e o encerramento completo das atividades está previsto para o fim de maio.
O fechamento da planta da Cargill ocorre em um momento de pressão crescente sobre os frigoríficos nos Estados Unidos.
Nos últimos meses, concorrentes como JBS e Tyson Foods também anunciaram o encerramento de unidades de carne bovina.
O setor enfrenta aumento de custos e redução da oferta de gado, fatores que vêm comprimindo as margens das empresas.
A planta de Milwaukee era dedicada à produção de carne fresca, carne moída e produtos processados, mas não realizava o abate de animais.
Segundo a Cargill, a decisão faz parte de um ajuste estratégico para alinhar operações à demanda atual do mercado e priorizar investimentos.
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Siga o Times | CNBCA empresa informou que a produção de carne moída será transferida para outras unidades na América do Norte, sem impacto nos contratos com clientes.
Parte dos funcionários afetados poderá ser realocada para outra planta da companhia em Butler, também em Wisconsin.
Os frigoríficos norte-americanos têm registrado prejuízos com o aumento do custo do gado, impulsionado pela escassez de oferta.
O rebanho bovino dos Estados Unidos atingiu o menor nível em quase 75 anos, reflexo de secas prolongadas que reduziram as áreas de pastagem.
Além disso, restrições à importação de gado do México, adotadas para evitar a entrada de pragas, contribuíram para reduzir ainda mais a oferta.
Mesmo com a pressão sobre os produtores, os preços da carne bovina permanecem próximos de níveis recordes, sustentados pela demanda elevada.
Recentemente, o presidente Donald Trump assinou medida para ampliar a importação de carne bovina da Argentina com tarifas reduzidas, em uma tentativa de aumentar a oferta no mercado interno.
O cenário reforça a reconfiguração do setor, com empresas ajustando operações diante de custos mais altos e menor disponibilidade de matéria-prima.
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