Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Geração Z tenta escapar do celular e transforma “ficar offline” em novo status
Publicado 16/02/2026 • 12:11 | Atualizado há 3 horas
Veja quanto os atletas ganham por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2026
ByteDance promete reforçar proteções do Seedance 2.0 após críticas de Hollywood
BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
Três sinais de que você e seu parceiro podem ser financeiramente incompatíveis
Conheça a designer de 47 anos que faz vestidos de US$ 8 mil para patinadoras olímpicas
Publicado 16/02/2026 • 12:11 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Depositphotos
A geração que cresceu com o smartphone na mão começa a questionar o próprio modelo de vida hiperconectado. Em meio a notificações constantes, vídeos curtos e consumo ininterrupto de conteúdo, jovens da Geração Z estão puxando um movimento que parece ir na contramão da própria lógica digital: ficar offline.
A tendência, conhecida como “digital detox” ou até “cronicamente offline”, ganha força – paradoxalmente – dentro das próprias redes sociais. Segundo a revista Fortune, cresce o número de jovens que buscam reduzir o uso dos aplicativos mais viciantes sem abrir mão do celular, criando mecanismos para interromper o hábito automático de rolar o feed.
Leia também: Jogos de Inverno de Milão 2026 viram aposta do luxo para recuperar vendas e conquistar a Gen Z
O foco não é abandonar a tecnologia, mas recuperar o controle sobre ela. E isso tem gerado soluções que vão além dos aplicativos tradicionais de monitoramento de tempo de tela.
Um dos exemplos é o Bloom, dispositivo de US$ 39 criado por estudantes universitários em 2024. O gadget funciona como um cartão físico que, ao ser encostado no celular, bloqueia aplicativos escolhidos pelo usuário por um período determinado. Para desbloquear, é preciso repetir o gesto.
A proposta é simples, mas estratégica: transformar um movimento automático em uma decisão consciente.
“Aplicativos de vídeos curtos funcionam como uma slot machine no bolso”, disse à Fortune Giancarlo Novelli, cofundador do Bloom. Segundo ele, o uso excessivo do celular lembra hábitos que já foram socialmente normalizados no passado, mas que hoje são vistos com mais cautela.
Outro exemplo é o Brick, dispositivo semelhante que cria uma barreira física para acessar redes sociais. A lógica é a mesma: inserir fricção em um comportamento impulsivo.
Leia também: Gen Z abandona “destinos Instagramáveis” e redefine o turismo
Os relatos de quem adota esse tipo de solução apontam ganhos que vão além da organização do tempo. Usuários relatam melhora no sono, aumento da produtividade e maior sensação de controle.
A preocupação tem base científica. Um estudo da Universidade de Alberta, publicado em 2025, associa o uso excessivo de redes sociais a sintomas de ansiedade e depressão, embora os efeitos variem de acordo com o padrão de consumo.
Nesse contexto, limitar o acesso deixa de ser apenas uma escolha de estilo de vida e passa a ser uma estratégia de bem-estar.
Leia também: Millennials, Boomers ou GenZ: qual a geração mais romântica?
A mudança não se restringe ao uso do celular. A Geração Z também demonstra interesse crescente por experiências offline.
Discos de vinil, câmeras analógicas e até cartas escritas à mão voltam a ganhar espaço como forma de reconexão com o mundo físico. É uma busca por algo que o digital não entrega: tangibilidade.
Essa retomada do analógico funciona quase como um contraponto à saturação digital. Em vez de estímulos rápidos e constantes, a proposta é desacelerar.
O debate sobre “vício” em redes sociais ainda divide opiniões. Adam Mosseri, chefe do Instagram, já afirmou que é preciso diferenciar uso problemático de dependência clínica.
Mas, para os jovens, a discussão teórica importa menos do que o impacto prático. O desafio é simples: usar menos.
E os dados mostram que essa mudança já começa a aparecer.
Segundo a Sherwood News, o tempo médio de uso de smartphones nos Estados Unidos chegou a 6,3 horas por dia – um aumento relevante em relação às 5,5 horas registradas no início de 2023.
Ainda assim, há um dado que chama atenção: jovens entre 17 e 25 anos passaram a usar menos o celular do que adultos acima de 36 anos.
Dados da Apptopia indicam que esse grupo registra cerca de 350 minutos diários de uso, contra 352 minutos dos mais velhos – uma inversão inédita até pouco tempo atrás.
Entre as explicações estão justamente o esforço dos jovens para reduzir o tempo online e o aumento do uso de aplicativos conectados a dispositivos domésticos por gerações mais velhas.
Ao mesmo tempo, o comportamento digital também muda. O scroll infinito perde espaço para o consumo passivo de vídeos, enquanto aplicativos fora do universo de jogos ganham relevância.
Leia também: Como a Geração Z está revivendo marcas tradicionais
Globalmente, há sinais de desaceleração no uso das redes sociais. Estimativas indicam queda de cerca de 10% no tempo médio desde o pico registrado em 2022.
No Reino Unido, quase um terço da Geração Z afirma ter deletado pelo menos um aplicativo no último ano.
O movimento aponta para uma mudança mais profunda. Jovens entre 15 e 29 anos demonstram preocupação crescente com saúde mental, foco e qualidade de vida.
A Geração Z não está abandonando a tecnologia. Está redefinindo sua relação com ela.
Em vez de estar sempre online, o objetivo passa a ser escolher quando estar. Em vez de consumir sem parar, o foco é consumir melhor.
Como resume Novelli à Fortune, o problema não é a existência das redes sociais, mas a forma como elas são usadas.
Em um mundo onde estar conectado virou regra, conseguir se desconectar começa a se tornar um novo símbolo de status.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Carnaval 2026 recebe R$ 85 milhões em verba federal e vira foco de disputa política
2
Baly registra recorde de vendas com energético ‘sabor Tadala’ no Carnaval; Conselho de Farmácia critica produto
3
Veja quanto os atletas ganham por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2026
4
Brasil estreia ano com emissão de R$ 22,5 bi no exterior; empresas aceleram captações em dólar
5
ByteDance promete reforçar proteções do Seedance 2.0 após críticas de Hollywood