Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EUA e Irã sentam novamente para negociar na Suíça
Publicado 17/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 horas
Thomas Pritzker deixa a presidência do conselho da Hyatt após laços com Jeffrey Epstein
Adani, da Índia, vai investir US$ 100 bilhões em data centers de IA na próxima década
Apple desafia YouTube e Spotify com nova aposta em podcasts em vídeo
Veja quanto os atletas ganham por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2026
Criptomoedas desempenham um papel crescente em redes de tráfico humano, aponta relatório
Publicado 17/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Bandeira dos Estados Unidos.
O Irã e os Estados Unidos iniciam nesta terça-feira (17), em Genebra, uma segunda rodada de negociações nucleares e de segurança para dissipar o risco de uma intervenção militar de Washington, embora sob uma renovada advertência de Donald Trump sobre “as consequências de não alcançar um acordo”.
Leia também: Aumento de carga tributária obriga empresários a rever estratégias; entenda
Os dois arqui-inimigos retomaram o diálogo em 6 de fevereiro em Mascate, a capital de Omã, após uma escalada de ameaças de ambas as partes. O Irã quer falar apenas de seu programa nuclear, mas Washington também exige que limite seu programa de mísseis balísticos e deixe de apoiar grupos armados regionais.
À luz das novas conversas, “podemos concluir com cautela que a postura americana sobre a questão nuclear iraniana tornou-se mais realista”, tentou ponderar na segunda-feira (16) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, citado pela agência de notícias Irna.
Donald Trump voltou a pressionar Teerã na noite de segunda-feira (16), ao assegurar que participará “indiretamente” das negociações. “Eles querem chegar a um acordo (…). Não acredito que queiram as consequências de não alcançar um acordo”, advertiu o líder republicano.
Paralelamente à diplomacia, a Guarda Revolucionária iraniana mobilizou navios e helicópteros, e testou drones e mísseis, em um exercício militar com ares de demonstração de força no estratégico estreito de Ormuz. As manobras tinham como objetivo preparar essa força “para possíveis ameaças militares e de segurança”, informou o exército ideológico da República Islâmica a televisão estatal, que divulgou imagens.
Washington também pressiona militarmente: um porta-aviões permanece diante das costas do Irã, a cerca de 700 quilômetros, e outro está preparado para sair, enquanto Trump parece manter suas opções em aberto. Para essas novas conversas, Estados Unidos e Irã se reúnem em Genebra, com a mediação do sultanato de Omã.
Leia também: Aprovação de Donald Trump cai após mortes em operações migratórias
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, chegou na segunda-feira (16) à localidade suíça, onde se reuniu com seu homólogo omanense, Badr al Busaidi, para explicar “o ponto de vista e as considerações da República Islâmica sobre a questão nuclear e o levantamento das sanções“, segundo a Chancelaria.
Em um comunicado, também mencionou a “determinação” do Irã de trabalhar em uma “diplomacia focada em resultados para garantir os interesses e direitos dos iranianos e a paz e a estabilidade na região”.
Os países ocidentais e Israel, considerado por especialistas como a única potência nuclear do Oriente Médio, suspeitam que o Irã queira se dotar de armas nucleares.
Teerã nega tais ambições, mas insiste em seu “direito inalienável” de desenvolver um programa nuclear civil e de enriquecer urânio, especialmente para fins energéticos, em conformidade com as disposições do Tratado de Não Proliferação (TNP), do qual é signatário.
Trump multiplicou as advertências após a sangrenta repressão às massivas manifestações antigovernamentais de janeiro no Irã, ao mesmo tempo em que deixou a porta aberta para uma solução diplomática, especialmente sobre o programa atômico.
Leia também: Trump insiste em manter diálogo com Irã, mas não descarta ação militar após visita de Netanyahu
Na ausência de um acordo, o presidente americano já ameaçou o Irã com consequências “traumáticas” e chegou a mencionar abertamente na sexta-feira (13) a hipótese de uma mudança de poder. “Parece que seria o melhor que poderia acontecer”, respondeu a jornalistas que o questionaram sobre uma possível “mudança de regime”.
“O que não está sobre a mesa é a submissão diante das ameaças”, insistiu, por sua vez, o chanceler Araghchi na segunda-feira (16), assegurando que está em Genebra “com ideias reais para chegar a um acordo justo e equitativo“.
Do lado americano, o enviado Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, “estão a caminho”, informou na segunda-feira (16) o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio. “Veremos o que acontece. Esperamos que haja um acordo“, acrescentou.
Em meio às divergências, o Irã se mostrou disposto a chegar a um pacto sobre suas reservas de urânio altamente enriquecido, estimadas em mais de 400 quilos e cujo destino é incerto, se Washington suspender as sanções sobre a economia iraniana.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Carnaval 2026 recebe R$ 85 milhões em verba federal e vira foco de disputa política
2
Baly registra recorde de vendas com energético ‘sabor Tadala’ no Carnaval; Conselho de Farmácia critica produto
3
Veja quanto os atletas ganham por medalha nas Olimpíadas de Inverno de 2026
4
Polícia Federal faz buscas sobre vazamento de dados de autoridades do STF e amplia tensão institucional
5
Peru se destaca como novo parceiro comercial do Brasil