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Irã diz que definiu “linhas gerais” de acordo com os EUA

Publicado 17/02/2026 • 22:50 | Atualizado há 3 horas

AFP

KEY POINTS

  • Irã e Estados Unidos definiram as “linhas gerais” de um possível acordo nuclear, segundo Teerã, após rodada de negociações mediada por Omã.
  • O envio de porta-aviões americanos ao Golfo e exercícios militares iranianos no estreito de Ormuz elevam o risco geopolítico na região.
  • Em meio a crise interna e sanções severas, Teerã sinaliza abertura para inspeções nucleares, mas resiste a ampliar o escopo das negociações para mísseis e apoio a aliados regionais.

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Trump X Irã vem se intensificando nos últimos dias

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (17) que a última rodada de negociações com os Estados Unidos definiu as “linhas gerais” para um possível acordo sobre o programa nuclear do Irã. As conversas, mediadas por Omã, ocorrem após semanas de ameaças cruzadas e do envio de um porta-aviões americano à região.

Segundo Araghchi, o diálogo foi “construtivo”, mas ainda não há data definida para uma nova reunião. Do lado omanense, o ministro das Relações Exteriores, Badr al Busaidi, celebrou os “avanços” e disse que as delegações identificaram “objetivos comuns e questões técnicas” a serem trabalhadas.

Washington ainda não se pronunciou sobre o teor das discussões.

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Pressão militar

As negociações acontecem em meio a uma escalada de tensão no Oriente Médio. Em paralelo às conversas diplomáticas realizadas na Suíça, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reagiu ao envio de navios de guerra americanos ao Golfo.

“Ouvimos o tempo todo que enviaram um navio de guerra ao Irã. Um navio de guerra é uma arma perigosa, mas mais perigosa é a arma capaz de afundá-lo”, afirmou.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln, com cerca de 80 aeronaves, foi mobilizado por Washington ao lado de outros 11 navios de guerra e estava, segundo imagens de satélite, a cerca de 700 km da costa iraniana. O presidente Donald Trump também determinou o envio do USS Gerald R. Ford, inicialmente mobilizado no Caribe.

A Guarda Revolucionária iraniana respondeu com exercícios militares no estratégico estreito de Ormuz, incluindo testes de drones e mísseis. A emissora estatal iraniana informou que partes do estreito serão fechadas temporariamente “por segurança”, sem detalhar por quanto tempo.

Por Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, o que torna qualquer instabilidade na região um fator sensível para os mercados globais.

O avanço nas negociações ocorre em meio a uma crise econômica aguda no Irã, agravada pelas sanções americanas. A deterioração das condições econômicas foi um dos gatilhos dos protestos registrados nas últimas semanas no país.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã está disposto a permitir verificações internacionais para comprovar que não busca desenvolver armas nucleares.

“Não estamos, de forma alguma, buscando ter armas nucleares. Se alguém quiser verificar isso, estamos dispostos a que essa verificação seja realizada”, disse.

O Irã insiste no “direito inalienável” de manter um programa nuclear civil e enriquecer urânio para fins energéticos, conforme prevê o Tratado de Não Proliferação (TNP), do qual é signatário.

Atualmente, o país possui mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido, segundo estimativas, e se mostra disposto a negociar o destino desse estoque caso as sanções sejam suspensas.

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Divergências permanecem

Apesar do tom mais diplomático, os dois lados seguem distantes em pontos centrais. O Irã quer restringir as conversas ao programa nuclear. Já Washington exige que Teerã também limite seu programa de mísseis balísticos e interrompa o apoio a grupos armados regionais.

Para o analista Ali Fathollah-Nejad, diretor do Center for Middle East and Global Order, o país vive um momento decisivo.

“O Irã está confrontado com um dilema existencial: ceder às exigências americanas poderia permitir alívio das sanções, algo de que precisa desesperadamente. Mas concessões significativas podem comprometer sua posição ideológica e militar”, afirmou à AFP.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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